CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
POESIA, ROCK E MIMEÓGRAFO: A HISTÓRIA DO GRUPO LÃ DE VIDRO E DA GUERRILHA LITERÁRIA DE JABOTICABAL (Segunda Parte) Mentore Conti Mtb 0080415 SP fotos Arquivo de Luís Cláudio de Paula Rodrigues Jaboticabal, 17 de junho de 2026O nome Lã de Vidro refletia, de certa forma, o caráter experimental e contestador do grupo. Em uma época em que o acesso à produção artística era limitado, a banda representava uma tentativa de construir um espaço autônomo para a criação musical, como explica Luís Claudio, na entrevista no final deste artigo.Música, literatura e amizade:Uma das características mais marcantes da Guerrilha Literária era a integração entre diferentes linguagens artísticas. Os mesmos jovens que escreviam poemas também participavam de projetos musicais, produziam ilustrações, organizavam debates e colaboravam na edição do jornal Espaço.Luiz Cláudio de Paula Rodrigues, Mentore Conti e Lauro Ferreira Júnior faziam parte desse núcleo criativo que ajudou a impulsionar a produção cultural independente em Jaboticabal. A convivência entre músicos, escritores e artistas gráficos permitiu a criação de um ambiente raro para uma cidade do interior paulista naquele período.A produção artística não se limitava aos palcos ou às páginas do jornal. Ela estava presente nas conversas, nas reuniões, nos encontros informais e nos projetos coletivos que buscavam ampliar os horizontes culturais da cidade.O caminho seguido pelos integrantesCom o passar dos anos, os integrantes da Guerrilha Literária seguiram trajetórias distintas, mas mantiveram vínculos com a produção cultural.Lauro Ferreira Júnior, o Laudo, construiu carreira de destaque como cartunista, ilustrador e quadrinista na cidade de São Paulo, tornando-se um dos nomes respeitados da arte gráfica brasileira.Luiz Cláudio de Paula Rodrigues continuou atuando na preservação da memória cultural daquele período, registrando acontecimentos e compartilhando relatos sobre a experiência da Guerrilha Literária e do jornal Espaço e, continuou na música por um bom período.Já Mentore Conti permaneceu ligado às iniciativas culturais e à preservação da história artística de Jaboticabal, contribuindo para manter viva a memória de um movimento que marcou a juventude local, atraves do jornalismo e dos contos e poesias (publicados neste jornal), e de livros que está preparando para edição.Um capítulo importante da história cultural de Jaboticabal.Embora nem sempre lembrado pelos registros oficiais, o Grupo Lã de Vidro ocupa um lugar importante na memória cultural jaboticabalense. Sua história está diretamente associada a uma geração que acreditava na arte como instrumento de expressão, reflexão e transformação e atuou nos festivais da Unesp local, alem de palcos da região.O grupo simboliza uma época em que a criatividade compensava a falta de recursos e em que a vontade de produzir cultura era mais forte do que as limitações impostas pela distância dos grandes centros urbanos.Resgatar essa trajetória significa reconhecer a contribuição daqueles jovens artistas que, por meio da música, da literatura e das artes gráficas, ajudaram a construir uma das experiências culturais independentes mais significativas da história recente de Jaboticabal, um trabalho que não visava buscar canais oficiais de cultura e sim divulgar a arte do grupo.Mais do que uma banda, o Lã de Vidro foi a trilha sonora de uma geração que escolheu criar em vez de apenas consumir cultura, deixando um legado que ainda ecoa na memória artística da cidade.Proximamente traremos mais detalhes sobre o grupo e abaixo uma entrevista com Luís Cláudio de Paula Rodrigues, depois do video o link para as musicas remasterizadas do Lã de Vidro no Spotfy
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