CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
ENTRE SONHOS, MÚSICA E ARTE: A HISTÓRIA DE UM GRUPO CULTURAL QUE EXISTIU EM JABOTICABAL  Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Facebook de Luís Cláudio de Paula Rodrigues Jaboticabal, 4 de junho de 2026 O que um bacharel em Direito, músico e bancário aposentado, um cartunista radicado em São Paulo e um jornalista e advogado de Jaboticabal têm em comum com a efervescência artística que marcou a cidade nas décadas de 1980 e 1990? É assim que começo este relato para falar de um grupo cultural que existiu entre os primeiros anos da década de 1980 e o início dos anos 1990. Em seus primórdios, o grupo adotou o nome de Lã de Vidro e reuniu jovens interessados em produzir e divulgar diferentes formas de arte. As pessoas citadas na abertura deste artigo são, Luís Cláudio de Paula Rodrigues, Laudo Ferreira Júnior, conhecido nacionalmente pelo trabalho como cartunista, e eu, Mentore Conti, que assino este artigo. Por volta de 1982 e 1983, nós e outros sonhadores compartilhávamos o desejo de criar um movimento que reunisse poesia, contos, ilustrações, música e outras manifestações artísticas. Assim nós criamos um grupo com um nome para a época estranho, mas a ideia era causar polêmica, era o Grupo “Guerrilha Laterária”. Naquele período, Jaboticabal vivia um momento cultural interessante. Por iniciativa do Diretório Acadêmico Fernando Costa, da Unesp, a cidade promovia um festival anual de música que servia como espaço para o surgimento de novos talentos. Era uma época muito diferente da atual. Os telefones eram ligados por fios e quem estivesse na rua precisava recorrer aos telefones públicos. As fotografias dependiam de filmes fotográficos, tanto nas câmeras compactas quanto nos equipamentos profissionais. No campo editorial, os livros eram produzidos principalmente pelo sistema offset, enquanto novas tecnologias de impressão começavam a surgir de forma ainda bastante limitada. Na música, as gravações eram feitas em discos de vinil e fitas cassete, conhecidas popularmente como fitas K7. Apesar das dificuldades técnicas e dos recursos escassos, a criatividade era abundante. Como nem sempre era possível produzir e imprimir um jornal convencional, o grupo encontrou uma alternativa: a criação de um jornal mimeografado, experiência que já foi abordada em outro artigo publicado neste site. Com o passar do tempo, pretendo contar mais detalhes sobre aquele período. Por enquanto, vale destacar que o Jornal Crônica e Arte prepara a publicação de uma entrevista especial com Luís Cláudio de Paula Rodrigues, que relembra parte da trajetória musical do grupo e de seus integrantes. A reportagem deverá ser publicada em breve. Não revelarei tudo agora. O leitor terá oportunidade de conhecer essa história aos poucos, por meio da entrevista e de outros textos que serão publicados futuramente. Eu, Luís Cláudio de Paula Rodrigues e, quem sabe, também Laudo Ferreira Júnior — caso encontre uma brecha em sua agenda na metrópole paulista — pretendemos compartilhar memórias, histórias e curiosidades daquele período. Por enquanto, fica apenas um convite à paciência. Aos leitores mais curiosos, peço que aguardem os próximos capítulos. Há muitas histórias para contar, e cada uma delas merece seu próprio espaço. Alias Espaço era o nome do jornal mimeografado do grupo. leia também: Anos 80: a aventura do Espaço (uma História em 3 depoimentos)
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