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MONSUETO: A VOZ ESQUECIDA DO SAMBA QUE TRANSFORMOU DOR, TRABALHO E SILÊNCIO EM POESIA Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Agência Brasil/ dominio público (No final da segunda parte músicas de Monsueto) Jaboticabal, 5 de maio de 2026 Monsueto Campos de Menezes — mais conhecido simplesmente como Monsueto — ocupa um lugar singular na história do samba brasileiro. Não é apenas mais um nome entre tantos compositores da chamada “época de ouro”: sua trajetória reúne lirismo, consciência social, inovação rítmica e uma capacidade rara de transformar o cotidiano em matéria poética. Ao observar sua origem, seu percurso artístico e suas composições mais emblemáticas, como “Lamento de Lavadeira” e “A Fonte Secou”, é possível compreender por que sua obra permanece relevante e, em muitos aspectos, ainda subestimada. Origem e formação: o samba como destino. Nascido em 4 de novembro de 1924, no Rio de Janeiro, Monsueto cresceu em um ambiente profundamente marcado pela cultura popular urbana. O Brasil das décadas de 1930 e 1940 vivia intensas transformações sociais, e o samba consolidava-se como expressão legítima das camadas populares, especialmente nos morros e subúrbios cariocas. Monsueto não surgiu como um artista moldado por academias ou circuitos formais. Sua formação foi orgânica, construída na convivência com músicos, nas rodas de samba, nos bastidores de rádios e gravações. Trabalhou como contínuo e teve contato direto com artistas, absorvendo influências que iam desde o samba tradicional até elementos de música afro- brasileira e ritmos regionais. Essa vivência prática moldou sua identidade artística: um compositor atento ao ritmo da fala popular, às dores e alegrias do povo e às pequenas histórias que raramente ganhavam espaço na música mais comercial. Um sambista entre o morro e a cidade Monsueto pertence a uma geração que fez a ponte entre o samba mais tradicional — herdado de nomes como Cartola e Ismael Silva — e uma linguagem mais moderna, que dialogava com novas sonoridades e estruturas musicais. Diferente de sambistas mais voltados ao lirismo amoroso puro, Monsueto incorporava elementos narrativos em suas composições. Suas músicas frequentemente contam histórias, revelam personagens e apresentam conflitos sociais com delicadeza, mas sem ocultar a dureza da realidade. Há, em sua obra, uma tensão constante entre o lirismo e a denúncia. Ele não é panfletário, mas tampouco é escapista. Seu samba observa — e registra. Ritmo e linguagem: simplicidade sofisticada. Do ponto de vista musical, Monsueto se destaca pela aparente simplicidade que esconde uma construção refinada. Suas melodias são diretas, muitas vezes fáceis de memorizar, mas carregam nuances rítmicas que revelam domínio da cadência do samba. Ele utiliza pausas, repetições e variações melódicas com inteligência, criando um fluxo que acompanha a narrativa da letra. Não há excesso: tudo parece estar exatamente onde deve estar. Outro aspecto marcante é o uso da linguagem coloquial. Monsueto escreve como quem conversa. Essa proximidade com a fala cotidiana torna suas músicas acessíveis, mas também profundamente expressivas. Não há artificialidade — há verdade. Temas recorrentes: cotidiano, resistência e melancoli. Monsueto constrói sua obra a partir de temas que dialogam diretamente com a vida das classes populares: O trabalho duro e invisível A escassez e a luta pela sobrevivência A memória afetiva A religiosidade e a cultura afro-brasileira A dignidade em meio à adversidade Há também uma melancolia constante em suas composições — não como desespero, mas como consciência da fragilidade da vida. Seus personagens não são idealizados; são reais, com limitações e esperanças. “Lamento de Lavadeira”: poesia social em forma de samba “Lamento de Lavadeira” é talvez uma das expressões mais claras da sensibilidade social de Monsueto. A canção coloca no centro uma figura historicamente marginalizada: a lavadeira, símbolo do trabalho feminino árduo e pouco valorizado. A escolha desse personagem já é, por si só, significativa. Monsueto dá voz a quem raramente era protagonista na música popular da época. continua… No final da segunda parte músicas de Monsueto PARA LER A SEGUNDA PARTE CLIQUE AQUI
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