CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
CIÚME, CONTROLE E AMEAÇAS: FILHA REVELA HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA ANTES DE MULHER SER MORTA A FACADAS EM RIO PRETO Mentore Conti Mtb 0080415 SP\ Crédito de fotos: Agência Brasil / divulgação\ Jaboticabal, 24 de outubro de 2026 A morte de Elisângela Aparecida Matheus, de 51 anos, assassinada a facadas dentro de casa, em São José do Rio Preto (SP), foi precedida por um histórico de ciúmes, controle e ameaças, segundo relatos de sua filha mais velha, a pedagoga Milena Cristina Giuliete. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (21), na presença da filha adolescente da vítima, de 15 anos, que tentou impedir o ataque. O principal suspeito, Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, companheiro de Elisângela, entregou-se à polícia na quinta-feira (22), conforme as informações divulgadas sobre o caso. Segundo Milena, o relacionamento entre sua mãe e o suspeito era conturbado. Ela relatou que Hiago demonstrava ciúmes excessivos, fiscalizava o celular da companheira e restringia sua liberdade nas redes sociais. O casal havia formalizado a união havia aproximadamente um mês. ## TÉRMINO DO RELACIONAMENTO TERIA ANTECEDIDO O CRIME De acordo com o relato da filha mais velha à TV TEM, Elisângela acompanhou Milena a uma consulta com uma nutricionista, ocasião em que ajudou a cuidar da filha dela, uma bebê de um ano e 11 meses. Durante o atendimento, a vítima ficou sem acesso à internet e não conseguiu atender às tentativas de contato do companheiro. Milena acredita que essa situação tenha provocado a reação de Hiago. A pedagoga explicou que a mãe permaneceu ao seu lado durante a consulta para ajudá-la com os cuidados e a alimentação da criança. Após o retorno à residência, o casal entrou em um dos quartos e trancou a porta. Conforme o relato da adolescente à irmã, Hiago chorava e implorava para que Elisângela desistisse de terminar o relacionamento, uma situação que, segundo as informações divulgadas, já havia ocorrido anteriormente. Na sequência, começaram as agressões. Ao ouvir os gritos da mãe, a adolescente arrombou a porta e tentou interromper o ataque, mas não conseguiu impedir que o padrasto a esfaqueasse. ## ADOLESCENTE PEDIU SOCORRO, MAS VÍTIMA NÃO RESISTIU Depois do crime, Hiago fugiu a pé, sem calçados, deixando a faca na entrada da residência. O momento da fuga foi registrado por uma câmera de segurança. A adolescente acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas tentaram reanimar Elisângela durante aproximadamente 30 minutos, mas ela morreu no local. A violência presenciada pela jovem provocou forte abalo emocional. Segundo Milena, a irmã precisou de medicação diante do estado em que ficou após testemunhar a morte da mãe. Além da adolescente, a bebê de um ano e 11 meses também estava na residência no momento do assassinato. ## AMEAÇAS JÁ HAVIAM SIDO RELATADAS A filha mais velha afirmou que a mãe já havia sofrido agressões anteriormente e que Hiago chegou a ameaçar matar Elisângela e a filha mais nova dela. Milena também relatou que o suspeito não permitia que a companheira mantivesse suas redes sociais sem supervisão e verificava diariamente o conteúdo do celular. Segundo ela, até as conversas particulares entre mãe e filha eram fiscalizadas. Os relatos apontam para um histórico de comportamento controlador e ameaças antes do assassinato. O caso é tratado como feminicídio nas informações divulgadas sobre a ocorrência. A morte de Elisângela deixou duas filhas em uma situação de profunda dor: uma adolescente que tentou salvar a mãe durante o ataque e uma criança que ainda não completou dois anos.
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