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CAMPINAS OPERAÇÃO PALÁDIO PRENDE PM,
MULHER E FILHA EM INVESTIGAÇÃO SOBRE FRAUDE
MILIONÁRIA COM INVESTIMENTOS
Mentore Conti Mtb 0080415 SP fotos: divulgação
Jaboticabal, 23 de setembro de 2026
Seis pessoas foram presas
durante a Operação
Paládio, deflagrada nesta
terça-feira (22) pelo Grupo
de Atuação Especial de
Combate ao Crime
Organizado (Gaeco), do
Ministério Público de São Paulo, para investigar um
suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de
dinheiro. Entre os detidos estão um policial militar, a
mulher dele e a filha dela.
A operação teve como alvo uma estrutura empresarial que,
segundo as investigações, oferecia investimentos
apresentados aos clientes como seguros e rentáveis. Um
dos pontos relacionados à apuração fica no bairro Cambuí,
em Campinas, onde funcionava uma empresa de
intermediação de
investimentos.
De acordo com as
informações divulgadas
sobre a investigação, os
negócios apresentados aos
investidores envolviam
principalmente
empreendimentos
imobiliários e do
agronegócio. O Gaeco
apura a possibilidade de
que os valores recebidos
não tenham sido aplicados
conforme era informado aos clientes.
A investigação também aponta que aplicativos utilizados
pelo grupo apresentariam aos investidores informações
sobre supostos valores aplicados e rendimentos. Segundo
os investigadores, os dados exibidos não corresponderiam
necessariamente às operações financeiras efetivamente
realizadas.
PRISÕES E MANDADOS
A Justiça autorizou oito mandados
de prisão preventiva e 18 mandados
de busca e apreensão. As
diligências alcançaram diferentes
localidades, incluindo Campinas,
Hortolândia, Paulínia e São Paulo, além de municípios de
Minas Gerais, Mato Grosso e Piauí. Até a atualização das
informações divulgadas, seis pessoas haviam sido presas
na região de Campinas.
Entre os presos estão a responsável pela empresa
investigada, seu marido, que é policial militar, e a filha dela.
A Corregedoria da Polícia Militar também participou da
operação em razão do envolvimento de um integrante da
corporação.
INVESTIGAÇÃO APURA POSSÍVEL LAVAGEM DE
DINHEIRO
Além das suspeitas relacionadas aos investimentos, o
Gaeco investiga uma segunda frente: a possível utilização
de empresas e contas vinculadas aos investigados para
lavagem de dinheiro proveniente de outras atividades
criminosas. Segundo os investigadores, haveria indícios de
movimentação de recursos cuja origem poderia estar
relacionada ao tráfico de drogas e ao Primeiro Comando
da Capital (PCC). Essa hipótese ainda integra a
investigação e deverá ser aprofundada pelas autoridades.
As apurações também buscam identificar o volume total de
recursos movimentados, o número de pessoas
prejudicadas e a participação individual de cada
investigado. Informações divulgadas pelo Gaeco indicam
que aproximadamente 20 vítimas já foram identificadas,
com prejuízo que pode chegar a valores milionários. O
montante definitivo ainda depende da continuidade das
investigações.
A Operação Paládio permanece em andamento, e os
investigados são tratados como suspeitos enquanto a
apuração não for concluída e eventual responsabilidade
criminal reconhecida pela Justiça.