CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
CONTRAFAÇÃO EM CAMPINAS: PRODUTO FALSO LEVA POLÍCIA A FÁBRICA CLANDESTINA DE COSMÉTICOS Mentore Conti Mtb 0080415 SP Fotos: Polícia Civil Jaboticabal, 3 de setembro de 2026 Uma investigação iniciada depois que uma empresa identificou na internet a venda de um produto falsificado levou a Polícia Civil até uma fábrica clandestina de cosméticos instalada dentro de uma residência no Jardim do Lago, em Campinas. Uma mulher foi presa em flagrante na terça-feira (1º), durante a operação que revelou uma estrutura improvisada para fabricação, embalagem e comercialização dos produtos. A denúncia surgiu depois que o fabricante de um dos produtos encontrou na internet uma mercadoria que não correspondia ao que era comercializado oficialmente pela empresa. Como a companhia não realiza vendas por plataformas de comércio eletrônico, a situação levantou suspeitas. Para confirmar a possível fraude, a própria empresa comprou um dos produtos anunciados e encaminhou o material para análise. Segundo a investigação, os exames realizados por químicos apontaram diferenças tanto na fórmula do cosmético quanto na embalagem. Diante da confirmação, a empresa registrou boletim de ocorrência e procurou a 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A partir das informações disponíveis no perfil utilizado para a venda, a Polícia Civil empregou ferramentas de inteligência para identificar a suspeita e localizar endereços relacionados à atividade. Ao todo, foram identificados cinco locais, entre eles um salão de beleza localizado na capital paulista. Com os elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão. UMA FÁBRICA DENTRO DE CASA Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais encontraram uma verdadeira linha de produção clandestina funcionando dentro da residência da suspeita. O processo era distribuído por diferentes cômodos do imóvel. No quintal, matérias-primas consideradas baratas eram misturadas com ácidos e álcool de cereais dentro de uma tigela, utilizando uma batedeira doméstica. Na cozinha, a mistura recebia essências e posteriormente era colocada nos frascos. Já na sala, os recipientes recebiam rótulos de diferentes marcas e eram preparados para serem enviados pelos Correios. A precariedade e a falta de higiene chamaram a atenção dos investigadores. Segundo o delegado Marcel Fehr, um dos equipamentos utilizados para dosar os produtos estava ao lado de um garfo usado para fritar bife. A mulher, segundo a polícia, não possuía formação técnica para a atividade e também não tinha alvará de funcionamento. O QUE É CONTRAFAÇÃO? O caso também chama atenção para um termo que aparece frequentemente em investigações envolvendo produtos falsificados: contrafação. Contrafação é a reprodução ou falsificação de um produto, marca, embalagem ou outro elemento protegido, feita de maneira a apresentar ao consumidor algo como se fosse legítimo ou original. No uso cotidiano, a prática é muitas vezes chamada simplesmente de pirataria. No episódio investigado em Campinas, a suspeita não estaria apenas utilizando uma embalagem semelhante à de produtos verdadeiros. Segundo a investigação, a análise apontou diferenças também na composição do cosmético. Ou seja, tratava-se de uma mercadoria apresentada com características associadas a marcas existentes, mas produzida clandestinamente. Além de representar uma violação às relações de consumo e aos direitos relacionados às marcas, a falsificação de cosméticos pode assumir uma dimensão ainda mais grave quando envolve produtos destinados ao uso diretamente sobre o corpo. A legislação penal brasileira inclui os cosméticos entre os produtos cuja falsificação, adulteração ou comercialização em determinadas condições pode configurar crime contra a saúde pública. SUSPEITA JÁ HAVIA SIDO PRESA A mulher foi presa em flagrante durante a operação por crimes relacionados à saúde pública, falsificação de cosméticos e infrações contra as relações de consumo. De acordo com a Polícia Civil, ela já havia sido presa anteriormente por atividade semelhante. A última prisão teria ocorrido em 2024. A investigação aponta ainda que a produção clandestina vinha sendo realizada havia mais de um ano. Segundo o delegado responsável pelo caso, a suspeita não declarou outra profissão ou fonte de renda considerada lícita. Agora, celulares e computadores apreendidos durante a operação deverão ser analisados pelos investigadores. O objetivo é identificar pessoas que eventualmente compravam os produtos, possíveis clientes e outros envolvidos na atividade. VENDAS FORAM BLOQUEADAS Antes mesmo da operação policial, as plataformas de comércio eletrônico haviam sido comunicadas sobre a situação e bloquearam as vendas relacionadas à suspeita. A descoberta demonstra como uma simples oferta encontrada na internet pode ser o ponto de partida para uma investigação capaz de revelar uma estrutura muito maior. Neste caso, a desconfiança de uma empresa sobre um único produto anunciado virtualmente terminou levando os investigadores a uma residência onde matérias-primas, equipamentos domésticos, frascos e rótulos eram utilizados para produzir e preparar cosméticos destinados à comercialização. O que parecia ser apenas mais uma oferta na internet acabou revelando, segundo a Polícia Civil, uma cadeia clandestina de produção que funcionava longe das condições exigidas para a fabricação regular de cosméticos.
Home Home
Música Música
Noticias Noticias
Literatura Literatura
Contatto Contatto
Serviços Serviços
Pagina 8 Pagina 8
Livros Livros
Outros... Outros...
Cronica e Arte