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RIBEIRÃO PRETO VIOLENTA: ADVOGADO MARCO
ANTÔNIO DE SOUZA DIZ TER SIDO AGREDIDO POR
POLICIAIS MILITARES ENQUANTO TRABALHAVA; PM NEGA
EXCESSOS
Mentore Conti – MTB 0080415/SP
Fotos: Reprodução/TV Globo, arquivo pessoal
Jaboticabal, 11 de julho de 2026
O advogado Marco
Antônio de Souza, de
46 anos, denunciou ter
sido agredido e
arrastado por policiais
militares durante uma
ocorrência registrada
na noite de quinta-feira
(9), em Ribeirão Preto.
A Polícia Militar nega as acusações e afirma que a intervenção
ocorreu após desacato e resistência à abordagem.
Segundo Marco Antônio de Souza, ele foi chamado ao bairro
Ipiranga para acompanhar familiares de uma pessoa abordada
pela polícia. O advogado afirma que apresentou sua carteira
profissional digital da OAB por meio do aplicativo oficial da
entidade, mas o documento não teria sido aceito por um oficial
da corporação, dando início a um desentendimento.
De acordo com o relato do advogado, durante a discussão ele
acabou cercado por policiais,
recebendo socos e chutes. Marco
Antônio afirma ainda que foi algemado,
arrastado e arrastado pelo chão antes
de ser levado para atendimento médico
e posteriormente à delegacia. Seu filho,
que o acompanhava, também teria sido
atingido ao tentar intervir.
A versão apresentada pela Polícia
Militar é diferente. Conforme a
corporação, o advogado interferiu na
ocorrência, desacatou os policiais e
resistiu à prisão, sendo necessário o
uso da força para contê-lo e algemá-lo.
A PM sustenta que as lesões observadas em Marco Antônio de
Souza ocorreram durante a contenção, após uma queda.
A ocorrência que motivou a presença do advogado envolvia
uma investigação sobre suspeita de receptação e adulteração
de peças de motocicletas. Segundo a Polícia Militar, um motor
com registro de furto e uma motocicleta com sinais de
adulteração foram localizados, resultando na prisão de dois
suspeitos.
O caso foi registrado como desacato, resistência e lesão
corporal. A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar
para apurar a atuação da equipe, enquanto a Polícia Civil
também deverá investigar as circunstâncias da ocorrência. A
Subseção da OAB de Ribeirão Preto informou que a carteira
digital apresentada pelo advogado possui validade legal e
acompanha o caso.
A ocorrência reacende o debate sobre as prerrogativas da
advocacia e os limites da atuação policial durante abordagens,
tema que agora será objeto de apuração pelas autoridades
competentes.
abaixo frame da reportagem da EPTV Ribeirão