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INSETOS EM COMIDA E NO REFEITÓRIO DA
FAMERP LEVAM ESTUDANTES A DENUNCIAR
CONDIÇÕES DE HIGIENE
Mentore Conti – MTB 0080415 SP
São José do Rio Preto – 20 de agosto de 2026
Fotos: Agência Brasil – foto ilustrativa
Estudantes da
Faculdade de Medicina
de São José do Rio
Preto (Famerp)
levaram a público
denúncias sobre a
presença de insetos e
outros animais no
restaurante utilizado por alunos e funcionários do
Hospital de Base. Fotografias e vídeos divulgados pelos
universitários mostram bichos sobre mesas, no espaço
do buffet e até em pratos com alimentos.
A denúncia ganhou
força depois que
representantes dos
Centros
Acadêmicos de
Medicina,
Enfermagem e
Psicologia reuniram
relatos de
estudantes. Um
formulário criado
em 2025 resultou
em um relatório
com 261 respostas,
nas quais foram
apontadas
reclamações relacionadas principalmente à limpeza e à
higienização do refeitório. Entre os registros relatados
estão a presença de mosca morta e penas de pombo
em refeições.
Segundo representantes estudantis, as reclamações não
seriam recentes. Nas últimas semanas, porém, os
relatos teriam se tornado mais frequentes, com
estudantes mencionando a presença de baratas,
lesmas, rãs e pombos no ambiente. A situação passou a
ser discutida repetidamente com a direção, mas,
segundo os alunos, as medidas adotadas não teriam
solucionado definitivamente o
problema.
QUANDO O REFEITÓRIO VIRA
MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO
O restaurante atende uma
parcela significativa da
comunidade acadêmica.
Conforme os dados
apresentados na reportagem,
aproximadamente 91% dos
universitários utilizam o serviço,
que cobra R$ 10 pela refeição.
É justamente aí que a questão deixa de ser apenas uma
reclamação sobre a qualidade de uma refeição e passa
a envolver uma preocupação maior: alimentação servida
dentro de uma instituição ligada à área da saúde precisa
estar cercada de cuidados rigorosos de higiene e
segurança alimentar.
Diante dos relatos,
estudantes da
Famerp, com apoio
de trabalhadores
do Hospital de
Base, divulgaram
uma nota de repúdio nas redes sociais. O documento
reúne representantes de diferentes cursos e
profissionais do complexo hospitalar e questiona as
condições do restaurante.
FUNFARME E FAMERP CONTESTAM AS DENÚNCIAS
Procuradas, a Funfarme e a Famerp afirmaram que as
imagens divulgadas na internet não representam a
realidade do Serviço de Nutrição e Dietética da
Fundação.
Segundo as instituições, em informações `a imprensa, o
serviço funciona de acordo com os protocolos sanitários,
mantém os alvarás da Vigilância Sanitária em dia e
possui contrato com empresa especializada no controle
de pragas e vetores. A Fundação informou ainda que
são realizadas ações de inspeção, monitoramento e
controle duas vezes por semana.
As instituições também afirmaram que, assim que
tomaram conhecimento das imagens e das denúncias,
determinaram uma apuração das circunstâncias e
acionaram a empresa responsável pelo controle de
pragas.
ENTRE A DENÚNCIA E A RESPOSTA
O episódio coloca frente a frente duas versões que
precisam ser analisadas com responsabilidade. De um
lado, estudantes apresentam fotografias, vídeos e um
relatório produzido a partir de centenas de respostas. De
outro, a administração da instituição afirma que mantém
procedimentos de controle e que as imagens não
correspondem à realidade cotidiana do serviço.
O ponto central, porém, permanece: um restaurante que
alimenta estudantes e trabalhadores de um complexo
hospitalar precisa oferecer segurança, higiene e
confiança em cada refeição.
Mais do que a discussão sobre o preço cobrado ou
sobre a aparência de uma refeição, a questão envolve
saúde pública, fiscalização e a necessidade de
respostas concretas diante de qualquer denúncia de
contaminação ou presença de animais em locais
destinados à preparação e ao consumo de alimentos.