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POLÍCIA AVANÇA NA INVESTIGAÇÃO DE MULHER
MORTA EM RIO PRETO, MAS IDENTIDADE DA VÍTIMA
AINDA É UM MISTÉRIO
Mentore Conti – Mtb 0080415/SP
Fotos: Agencia Brasil
Jaboticabal 07 de agosto de 2026
A Polícia Civil de São José
do Rio Preto avançou nas
investigações sobre a morte
de uma mulher cujo corpo foi
encontrado em partes na
região do Parque Estoril,
mas ainda enfrenta uma das
principais dificuldades do caso: descobrir oficialmente
quem é a vítima. O homem de 29 anos apontado como
responsável pelo crime está preso e, segundo a
investigação, admitiu participação na morte e indicou aos
policiais locais onde outros vestígios poderiam ser
encontrados.
O caso começou a ser investigado em 27 de julho,
quando funcionários localizaram partes do corpo em
recipientes de lixo próximos a um estabelecimento
comercial no bairro Estoril. A partir daí, a Delegacia
Especializada em Investigações Criminais (Deic) passou
a reconstruir os últimos momentos da vítima e o trajeto
utilizado para ocultar o corpo.
O suspeito, identificado como Marciel Dias dos Santos, de
29 anos, foi preso no dia 31 de julho. Conforme a Polícia
Civil, imagens de
câmeras de
segurança ajudaram
os investigadores a
chegar até ele. O
homem trabalhava
como açougueiro e
morava em uma
residência de fundos
próxima ao local
onde os restos
mortais foram
abandonados.
NOVAS BUSCAS
As diligências prosseguiram nos dias seguintes e levaram
os investigadores a diferentes pontos do bairro. Em uma
dessas buscas, foi localizada uma parte do corpo em uma
galeria de águas pluviais, com
auxílio do Corpo de Bombeiros.
Novas descobertas passaram a
ser consideradas importantes
tanto para a investigação da
dinâmica do crime quanto para a
tentativa de identificação da
vítima.
A Polícia Civil trabalha
principalmente com exames de
DNA, comparação com familiares
de pessoas desaparecidas e
eventual análise odontológica. Até
o momento, entretanto, os
exames realizados não haviam estabelecido uma
correspondência definitiva.
A identificação é considerada fundamental para que os
investigadores possam reconstruir a história da vítima,
descobrir seus últimos contatos e verificar se havia algum
registro de desaparecimento compatível com as
características encontradas.
VERSÃO APRESENTADA PELO SUSPEITO
Em depoimento, Marciel apresentou aos investigadores
uma versão para o que teria acontecido dentro da
residência onde morava. Segundo a polícia, ele afirmou
que conheceu a mulher poucos dias antes e que os dois
foram até sua casa.
O investigado declarou que houve uma discussão e uma
sequência de agressões e sustentou que a morte teria
ocorrido durante esse episódio. Depois, segundo sua
própria versão, ele teria tentado ocultar o corpo.
A Polícia Civil, porém, não considera encerrada a
apuração sobre a dinâmica da morte. A versão
apresentada pelo preso será confrontada com os
resultados dos exames periciais e com as demais provas
reunidas durante a investigação.
CÂMERAS AJUDAM A RECONSTRUIR O CAMINHO
Outro ponto importante da investigação são as imagens
de câmeras de segurança existentes nas proximidades da
residência e dos locais utilizados para o descarte.
Os investigadores analisam os registros para estabelecer
os horários, deslocamentos e possíveis contatos mantidos
pelo suspeito antes e depois do crime. A Polícia Civil
também busca identificar imagens que possam ajudar a
esclarecer quando a mulher chegou à residência e o que
aconteceu posteriormente.
ANTECEDENTES DO INVESTIGADO
A investigação também levantou informações sobre o
histórico de Marciel. Ele já havia sido alvo de investigação
relacionada a violência doméstica contra uma ex-
companheira em São José do Rio Preto. Segundo
informações divulgadas pela imprensa local, houve
medida protetiva e posteriormente denúncia relacionada
ao seu descumprimento.
Também foram mencionadas informações sobre um
processo criminal anterior no estado da Bahia, onde o
investigado nasceu. Esses dados passaram a integrar o
levantamento feito pela Polícia Civil para compreender o
histórico do suspeito.
O QUE A POLÍCIA AINDA PRECISA ESCLARECER
Apesar da prisão do principal suspeito e dos avanços
obtidos nas buscas, a investigação ainda tem perguntas
importantes a responder.
Entre elas estão a identificação definitiva da vítima, a
confirmação da sequência exata dos acontecimentos
dentro da residência, a causa precisa da morte, a
motivação do crime e a existência ou não de outras
pessoas envolvidas.
A Polícia Civil também precisa concluir os exames
periciais e confrontar a narrativa apresentada pelo
investigado com as evidências materiais e as imagens
obtidas durante a investigação.
Enquanto essas respostas não chegam, permanece uma
das situações mais incomuns do caso: a polícia já
conseguiu avançar na identificação do principal suspeito,
mas ainda não conseguiu devolver oficialmente um nome
à mulher que perdeu a vida.