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RIBEIRÃO PRETO: 170 ANOS DE HISTÓRIA,
CAFÉ, CULTURA E DESENVOLVIMENTO - 1ª
parte
Mentore Conti Mtb 0080415 SP fotos Mentore
Conti e dominio público divulgação
l
Jaboticabal, 19 de junho de 2026
Neste dia 19 de
junho, Ribeirão
Preto celebra mais
um ano de sua rica
e próspera
história. A cidade,
que hoje se
destaca como um
dos principais polos econômicos, culturais e de
saúde do interior do Brasil, trilhou um longo
caminho desde suas origens ligadas à terra e ao
café. Com uma população que ultrapassa os 730
mil habitantes e uma população flutuante que eleva
esse número para cerca de 1 milhão de pessoas
diariamente, Ribeirão Preto é um exemplo de
desenvolvimento contínuo e resiliência.
A Fundação e as Raízes em São Simão
A história oficial de Ribeirão Preto tem como marco
o dia 19 de junho de 1856, data em que ocorreu a
doação de terras para a formação do Patrimônio de
São Sebastião, o padroeiro da cidade [1]. Os
doadores dessas terras, como Mariano Pedroso de
Almeida, José
Borges da
Costa e Inácio
Bruno da Costa,
são
considerados os
fundadores do
município [1].
Antes de se tornar a metrópole que conhecemos
hoje, a região era habitada pelos índios Caiapós e,
posteriormente, desbravada por bandeirantes que
utilizavam o "Caminho de
Goiás" em busca de ouro [1]. O
povoamento inicial foi
impulsionado por fazendeiros e
mineiros que buscavam novas
pastagens e terras férteis [2].
Um fato curioso e importante é
que, em seus primórdios,
Ribeirão Preto foi um distrito
pertencente à vizinha São
Simão, emancipando-se
posteriormente para trilhar seu
próprio caminho de glórias [3].
A Era de Ouro: Os Coronéis do Café
O grande salto de desenvolvimento de Ribeirão
Preto ocorreu no final do século XIX e início do
século XX, impulsionado pela cultura cafeeira e
pela chegada da Companhia Mogiana de Estradas
de Ferro em 1883 [4]. A cidade tornou-se a "Capital
do Café", atraindo imigrantes e gerando fortunas
incalculáveis.
Nesse cenário, emergiram figuras poderosas
conhecidas como os "Coronéis do Café". O maior
líder político dessa época foi o Coronel Joaquim da
Cunha Diniz Junqueira, o "Coronel Quinzinho" [5].
Nascido em 1860, Quinzinho monopolizou a
política local por três décadas como presidente do
diretório municipal do Partido Republicano Paulista
(PRP) [5]. Homem refinado e de grande influência,
ele travou embates históricos com seu principal
adversário, o Coronel Francisco Schmidt,
conhecido como o "Rei do Café", que chegou a
possuir 62 fazendas e 16 milhões de pés de café
[6]. continua