CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
RIBEIRÃO PRETO: 170 ANOS DE HISTÓRIA, CAFÉ, CULTURA E DESENVOLVIMENTO - 1ª parte  Mentore Conti Mtb 0080415 SP fotos Mentore Conti e dominio público divulgação l Jaboticabal, 19 de junho de 2026 Neste dia 19 de junho, Ribeirão Preto celebra mais um ano de sua rica e próspera história. A cidade, que hoje se destaca como um dos principais polos econômicos, culturais e de saúde do interior do Brasil, trilhou um longo caminho desde suas origens ligadas à terra e ao café. Com uma população que ultrapassa os 730 mil habitantes e uma população flutuante que eleva esse número para cerca de 1 milhão de pessoas diariamente, Ribeirão Preto é um exemplo de desenvolvimento contínuo e resiliência. A Fundação e as Raízes em São Simão A história oficial de Ribeirão Preto tem como marco o dia 19 de junho de 1856, data em que ocorreu a doação de terras para a formação do Patrimônio de São Sebastião, o padroeiro da cidade [1]. Os doadores dessas terras, como Mariano Pedroso de Almeida, José Borges da Costa e Inácio Bruno da Costa, são considerados os fundadores do município [1]. Antes de se tornar a metrópole que conhecemos hoje, a região era habitada pelos índios Caiapós e, posteriormente, desbravada por bandeirantes que utilizavam o "Caminho de Goiás" em busca de ouro [1]. O povoamento inicial foi impulsionado por fazendeiros e mineiros que buscavam novas pastagens e terras férteis [2]. Um fato curioso e importante é que, em seus primórdios, Ribeirão Preto foi um distrito pertencente à vizinha São Simão, emancipando-se posteriormente para trilhar seu próprio caminho de glórias [3]. A Era de Ouro: Os Coronéis do Café O grande salto de desenvolvimento de Ribeirão Preto ocorreu no final do século XIX e início do século XX, impulsionado pela cultura cafeeira e pela chegada da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro em 1883 [4]. A cidade tornou-se a "Capital do Café", atraindo imigrantes e gerando fortunas incalculáveis. Nesse cenário, emergiram figuras poderosas conhecidas como os "Coronéis do Café". O maior líder político dessa época foi o Coronel Joaquim da Cunha Diniz Junqueira, o "Coronel Quinzinho" [5]. Nascido em 1860, Quinzinho monopolizou a política local por três décadas como presidente do diretório municipal do Partido Republicano Paulista (PRP) [5]. Homem refinado e de grande influência, ele travou embates históricos com seu principal adversário, o Coronel Francisco Schmidt, conhecido como o "Rei do Café", que chegou a possuir 62 fazendas e 16 milhões de pés de café [6]. continua
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