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RIO PRETO VIVE DESAFIO CRESCENTE PARA
GARANTIR SEGURANÇA HÍDRICA NAS PRÓXIMAS
DÉCADAS
Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Trata Brasil
Jaboticabal, 8 de junho de 2026
São José do Rio
Preto aparece
como a cidade
brasileira com
maior nível de
estresse hídrico
em levantamento
recente sobre
disponibilidade de
recursos hídricos, acendendo um sinal de alerta para o
abastecimento futuro de uma região que já convive há
décadas com a intensa exploração de águas
subterrâneas. O estudo aponta comprometimento de
347% dos recursos hídricos locais, índice que mede o
quanto a captação supera a vazão natural disponível.
O resultado coloca o município do Noroeste Paulista
entre os casos mais preocupantes do país. O indicador
considera a pressão exercida sobre os mananciais
naturais e demonstra que a demanda por água supera
significativamente a capacidade de reposição do
sistema hídrico local. Especialistas alertam que índices
elevados de estresse hídrico aumentam o risco de
escassez, especialmente em períodos prolongados de
estiagem.
A situação não surgiu de forma
repentina. Pesquisas acadêmicas
desenvolvidas ao longo dos
últimos anos mostram que o
crescimento populacional, a
expansão urbana e o
desenvolvimento agroindustrial
elevaram continuamente a
demanda por água em São José
do Rio Preto. Como consequência,
houve aumento da exploração de
aquíferos subterrâneos, sobretudo
do Sistema Aquífero Bauru,
responsável por parcela
significativa do abastecimento regional.
Estudos da área de recursos hídricos indicam que
centenas de poços foram perfurados ao longo das
últimas décadas para atender principalmente o
abastecimento público e o consumo doméstico. O
aumento da retirada de água subterrânea passou a
exigir monitoramento constante dos níveis dos
aquíferos e planejamento de longo prazo para evitar o
esgotamento gradual das reservas.
Pesquisadores também destacam que a gestão dos
recursos hídricos tornou-se um dos principais desafios
para cidades de rápido crescimento. O conhecimento
detalhado sobre o uso da água e o grau de
comprometimento dos mananciais é apontado como
condição fundamental para a adoção de políticas
públicas capazes de garantir sustentabilidade e
segurança hídrica para as próximas décadas.
O alerta reforça a necessidade de investimentos em
preservação de nascentes, combate às perdas nos
sistemas de distribuição, ampliação de programas de
reúso de água e incentivo ao consumo consciente.
Especialistas afirmam que medidas preventivas são
mais eficazes e menos custosas do que ações
emergenciais adotadas durante períodos de crise
hídrica.
Embora o abastecimento urbano continue operando
normalmente, os indicadores revelam que São José do
Rio Preto enfrenta um cenário de forte pressão sobre
seus recursos naturais, exigindo planejamento
contínuo para evitar que a escassez hídrica se
transforme em um problema ainda mais grave para a
população e para a economia regional