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MUNDO CÃO: OPERAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL EXPÕE ESQUEMA DE AGIOTAGEM COM AMEAÇAS E JUROS ABUSIVOS EM RIO PRETO Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Divulgação Jaboticabal, 28 de maio de 2026 Moradores de São José do Rio Preto e região relatam viver sob medo constante após contrair empréstimos ilegais oferecidos por grupos investigados pela Polícia Civil por agiotagem, extorsão e ameaças. Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (28) cumpriu mandados judiciais contra suspeitos envolvidos no esquema, que, segundo as investigações, cobrava juros de até 40% e utilizava violência psicológica para pressionar vítimas. De acordo com a Polícia Civil, somente neste ano mais de 40 boletins de ocorrência ligados à prática de agiotagem foram registrados na região. As investigações apontam que os grupos agiam por meio de anúncios espalhados em postes e cartões distribuídos em estabelecimentos comerciais, oferecendo dinheiro rápido, sem análise de crédito e sem burocracia. Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou à imprensa que buscou o empréstimo ao encontrar um anúncio próximo ao bairro onde morava. Segundo o relato, após o primeiro contato telefônico, os suspeitos passaram a conversar por aplicativo de mensagens e exigiram documentos pessoais, endereço residencial e até contatos de familiares antes de liberar o dinheiro. O homem afirmou que pegou R$ 1,5 mil acreditando que conseguiria quitar dívidas pessoais, mas passou a sofrer cobranças extras mesmo após devolver o valor inicial. Segundo ele, as ameaças aumentaram à medida que os pagamentos eram feitos. A vítima relatou à imprensa que já desembolsou mais de R$ 6 mil e, ainda assim, os agiotas continuam afirmando que a dívida permanece em aberto. Ele disse ainda que os criminosos passaram a intimidar também familiares e pessoas próximas. As ameaças, segundo o homem, provocaram mudanças profundas em sua rotina. Ele afirmou à imprensa que precisou deixar o emprego após os suspeitos descobrirem o local onde trabalhava. Além disso, ele e o irmão tiveram de mudar de residência por medo das intimidações. Mensagens com fotografias de armas e referências à morte também teriam sido enviadas pelos criminosos. O delegado seccional Everson Aparecido Contelli afirmou à imprensa que os investigados atuavam clandestinamente, sem autorização legal para oferecer empréstimos. Segundo o delegado, qualquer atividade financeira desse tipo exige autorização do Banco Central ou constituição formal como instituição financeira. Ainda conforme a Polícia Civil, algumas vítimas chegaram a entregar bens para tentar encerrar as cobranças, incluindo imóveis. A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos e dimensionar o alcance do esquema criminoso na região.
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