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OPERAÇÃO CARONTE: POLÍCIA CIVIL E
MINISTÉRIO PÚBLICO COMBATEM LAVAGEM DE
DINHEIRO DO PCC
Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Agência Brasil
Jaboticabal, 10 de maio de 2026
A Polícia Civil e o
Ministério Público de
São Paulo deflagraram
na manhã desta sexta-
feira (8) a Operação
Caronte, visando o
combate à lavagem de
dinheiro associada ao
Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação resultou
no cumprimento de 11 mandados de busca e
apreensão em oito municípios paulistas: Campinas,
Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes,
Osasco e Taquaritinga.
As investigações são conduzidas pelo Departamento
de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter 2) em
colaboração com o Grupo de Atuação Especial de
Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o
Ministério Público, empresas dos setores de transporte
e rodeios eram utilizadas para movimentar recursos
provenientes do tráfico de drogas e outras atividades
criminosas. Sócios "laranjas" eram empregados para
conferir aparência de legalidade aos valores ilícitos.
Eduardo Magrini, conhecido como
"Diabo Loiro", é apontado como o
principal alvo da operação e líder
do esquema, conforme
informações da Agência Estado.
Seu filho, Mateus Magrini, também
é investigado sob suspeita de
movimentar recursos ilícitos por
meio de uma empresa do ramo
musical.
As apurações indicam que o
esquema de lavagem de capitais
opera desde 2016. As
investigações avançaram após
análises fiscais e bancárias
realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro do
Ministério Público e relatórios do Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram
movimentações financeiras incompatíveis com as
rendas declaradas pelos investigados.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em
contas bancárias dos investigados, além da
indisponibilidade de veículos e outros bens. Foram
apreendidos caminhões, automóveis, dinheiro em
espécie e animais, incluindo bois e cavalos. Entre os
animais recolhidos, destaca-se o boi "Império",
classificado como o terceiro mais bem ranqueado do
País, segundo a Agência Estado.
Eduardo Magrini já havia sido preso preventivamente
no ano anterior, em uma investigação conduzida pelo
Gaeco de Campinas, sob suspeita de envolvimento em
um plano do PCC para assassinar o promotor de
Justiça Amauri Silveira Filho. O Ministério Público o
descreve como um integrante relevante da facção
criminosa no interior paulista, com condenações por
tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde
1998. Não foram divulgadas informações sobre
apreensões ou prisões específicas em Taquaritinga
durante esta operação.