CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
RESTAURO DA CATEDRAL DE SÃO SEBASTIÃO EM RIBEIRÃO PRETO AVANÇA COM PREVISÃO DE CONCLUSÃO EM QUATRO ANOS Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Mentore Conti Jaboticabal, 21 de janeiro de 2026 A Catedral Metropolitana de São Sebastião de Ribeirão Preto, SP , ícone histórico no centro da cidade, passa por reforma estrutural iniciada em 1º de dezembro de 2025, com estimativa de término total em quatro anos, segundo o padre Francisco Jaber Zanardo Moussa, responsável pela paróquia. O templo centenário, tombado como patrimônio estadual desde 2014, enfrenta problemas de deterioração acumulada, agravados pelo tempo, tráfego próximo e fundações rasas. Atualmente, os trabalhos priorizam reforços na estrutura inferior, com duração prevista de um ano para essa etapa inicial, orçada em R$ 2 milhões de um investimento global de R$ 14 milhões. Em dezembro passado, interrupção temporária ocorreu após detecção de deslocamento na torre, ampliando fissuras preexistentes. A Missa do Galo foi transferida para o centro social, mas o espaço reabriu em 6 de janeiro de 2026 e segue aberto aos devotos, sem suspensões futuras. "As intervenções prosseguem paralelamente às celebrações, garantindo continuidade religiosa", afirma o padre à imprensa. Celebrações de Páscoa ocorrerão no local, e a substituição do forro superior está programada para abril, após o fim das precipitações. Nesta terça-feira (20), feriado municipal em homenagem ao padroeiro, três missas reuniram fiéis – às 7h30, 12h e 18h30, esta última com cortejo –, além de adoração ao Santíssimo às 16h30. Atividades litúrgicas correm sem alterações. Histórico e importância cultural Inaugurada entre 1904 e 1918 pelo arquiteto sueco Carlos Ekman em traços neogóticos, a catedral abriga obras de Benedito Calixto, Nicolau Biagini e Joaquim d’Athaide. Elevada a sede arquidiocesana em 1958, atende 20 municípios da região e simboliza proteção contra pragas, secas e males agropecuários, ligada à trajetória do mártir romano flechado e lapidado no século III. O projeto de recuperação visa estabilizar as bases sobre solo instável, com pedras amplas mas superficiais, combatendo riscos de colapso. A população local contribuiu para sua construção original, reforçando seu papel como referência espiritual e arquitetônica.
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