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MARIDO MATA ESPOSA COM GOLPES DE FACA ,
DIANTE DOS FILHOS, EM RIBEIRÃO PRETO
Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Agencia Brasil
Divulgação
Jaboticabal, 30 de dezembro de 2025
Ribeirão Preto, SP –
Na madrugada de
segunda-feira (29), um
crime brutal abalou o
bairro Parque Ribeirão,
na Avenida dos
Andradas.
Uma moradora de 42
anos perdeu a vida após ser atacada com várias
facadas pelo companheiro, de 45 anos, enquanto os
três filhos do casal – de 8, 11 e 14 anos – assistiam à
cena desesperadora. As autoridades classificam o
caso como feminicídio e investigam histórico de
desentendimentos no lar.
De acordo com relatos policiais e depoimentos iniciais,
o incidente aconteceu por volta das 2h30, durante
uma briga acalorada que escalou para violência
extrema. O homem, preso logo em seguida pela
Polícia Militar, usou uma faca comum de cozinha para
ferir a vítima de forma letal no tórax e abdômen.
As crianças, acordadas pelo barulho, correram para
pedir ajuda aos vizinhos próximos, que chamaram
atendimento médico de urgência. Apesar dos
esforços, a mulher faleceu ainda no local, e ficou
esperando o rabecão.
Moradores do bairro, conhecido por suas casas
geminadas e pequenos negócios ao longo da avenida,
descreveram o casal como reservado, mas com
discussões audíveis nas últimas semanas. "Era
comum ouvir vozes altas à noite, mas isso foi
chocante demais.
As crianças viram tudo e estão abaladas", relatou um
vizinho anônimo à equipe de reportagem. A área ficou
periciada pelo instituto médico-legal durante horas,
com a arma recolhida como prova principal.
Os filhos receberam suporte psicológico imediato no
Hospital das Clínicas e estão com familiares. O autor
do crime, detido com vestígios de sangue e a faca em
posse, admitiu o ato em interrogatório preliminar,
citando motivos passionais e desavenças conjugais.
Ribeirão Preto registra o terceiro feminicídio no ano,
alinhado à tendência estadual: São Paulo teve cerca
de 1.200 casos em 2024, com alta de 10% em
ataques com objetos cortantes, conforme o Fórum
Brasileiro de Segurança Pública.
A Delegacia da Mulher conduz as apurações, com
foco em possíveis denúncias anteriores de agressão.
O suspeito aguarda custódia judicial na unidade local.
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