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RIBEIRÃO PRETO: JUSTIÇA PROÍBE ENVIO
DE PACIENTES SUS À BENEFICÊNCIA
PORTUGUESA POR LIMINAR
Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Prefeitura
Ribeirão Peto Divulgação
Jaboticabal, 29 de janeiro de 2026
A Prefeitura de
Ribeirão Preto
está
reorganizando
os
atendimentos
de urgência e
emergência
após decisão
judicial que suspendeu o encaminhamento de
pacientes SUS ao Hospital Beneficência
Portuguesa. A medida busca evitar sobrecarga
nas demais unidades de saúde e inclui a
criação de uma nova estrutura para
acompanhamento de pacientes após a alta
hospitalar. Com cerca de 732 mil habitantes, o
município enfrenta debate urgente sobre a
capacidade da rede pública local.
Motivo da Decisão Judicial
Uma juíza determinou a interrupção imediata
dos envios ao pronto-socorro da Beneficência
Portuguesa. A ordem veio após inspeções do
Ministério Público revelarem problemas sérios
em infraestrutura e pessoal, com prazo de 90
dias para regularizações. Consultas e cirurgias
eletivas seguem inalteradas no hospital. Casos
graves agora vão para o Hospital das Clínicas,
Santa Casa e Santa Lydia.
Mudanças no Atendimento
A Secretaria Municipal de Saúde redireciona
pacientes urgentes para hospitais parceiros e
lança a Unidade de Retorno Assistencial (URA),
focada em prevenir retornos desnecessários
após internações. Uma força-tarefa especial
pretende aliviar as UPAs, que chegam a
receber 600 pessoas por dia em épocas de
surtos como dengue. Acordos com a DRS-XIII
(Departamento Regional de Saúde) asseguram
leitos extras na região se a demanda aumentar.
Estrutura de Saúde Local
A cidade tem quatro UPAs principais para
primeiros atendimentos de urgência. Entre os
hospitais do SUS destacam-se o Hospital das
Clínicas (877 leitos no total, sendo 171 para
emergência), Santa Casa, Santa Lydia, Hospital
Estadual e Santa Tereza, totalizando cerca de
1.700 leitos na rede municipal e regional. Essa
oferta resulta em aproximadamente 2,3 leitos
por mil habitantes, próximo da média nacional.
Demanda Ideal por Leitos
Para 732 mil residentes, o Ministério da Saúde
recomenda entre 2,5 e 3 leitos por mil
habitantes, o que exigiria de 1.830 a 2.196
vagas. A OMS sugere de 3 a 5 leitos por mil, ou
seja, 2.196 a 3.660 leitos no total. Ribeirão
Preto mantém índice aceitável (cerca de 5 leitos
por mil em contas ampliadas), mas suporta
pacientes de cidades vizinhas, o que
impulsiona projetos como os 400 leitos
adicionais no Hospital das Clínicas. A situação
atual reacende a necessidade de mais
investimentos em leitos e UPAs para prevenir
crises
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