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GOLPISTAS “ATACAM” USUÁRIOS DE PIX EM
RIBEIRÃO PRETO E SÃO JOSÉ DO RIO PRETO.
Rio Preto tem monitorado a questão com mais
detalhes que a capital do café
Mentore Conti Mtb 0080415 SP ilustração Leo Byte/
Divulgação
Jaboticabal, 10 de dezembro de 2025
As vítimas de golpes
via Pix registradas
em 2025 na região
de São José do Rio
Preto já somam mais
de 20,5 mil
ocorrências,
representando
prejuízo estimado de
R$ 200 milhões,
segundo dados
divulgados pelo
Diário da Região.
Apenas Rio Preto concentra 8.890 vítimas.
Já em Ribeirão Preto, embora haja operações
policiais e casos recentes de fraudes eletrônicas,
ainda não existem números consolidados sobre o
volume total de golpes. As ocorrências na cidade
aparecem de forma fragmentada, com prejuízos
apurados principalmente em ações da Polícia
Federal e da Polícia Civil.
A comparação revela um cenário muito mais
documentado e amplo em Rio Preto, enquanto
Ribeirão Preto exibe registros relevantes, porém
menos sistematizados.
A disparada de golpes via Pix em 2025 tornou-se um
fenômeno de grande impacto no interior paulista,
mas a intensidade e a documentação do problema
variam bastante entre as regiões. Em São José do
Rio Preto, os números assustam não apenas pela
quantidade de vítimas, mas pela clareza com que o
fenômeno está sendo monitorado. Já em Ribeirão
Preto, embora haja registros expressivos, o quadro
aparece mais fragmentado, sem um levantamento
unificado capaz de dimensionar a crise com a
mesma precisão.
Em Rio Preto, a situação é tratada como uma
verdadeira epidemia digital. A matéria mais recente
do Diário da Região mostra que 20.558 pessoas
foram vítimas de golpes envolvendo Pix em 2025, e
desse total, 8.890 são moradores do município. Os
criminosos utilizam técnicas conhecidas, mas
altamente eficazes: contas abertas com documentos
falsificados, triangulações rápidas, dispersão dos
valores em dezenas de contas e posterior saque
pulverizado.
O resultado é que, em poucos minutos, o dinheiro
desaparece dentro de um labirinto financeiro. O
prejuízo total estimado — R$ 200 milhões —
demonstra que o problema extrapola crimes isolados
e se aproxima de uma estrutura financeira criminosa
organizada.
A polícia da região admite que mais de 90% dos
estelionatos registrados envolvem o Pix, o que
mostra não apenas a dependência do sistema pelos
criminosos, mas também a dificuldade das
autoridades em acompanhar a velocidade dessas
transações. Embora o Pix seja uma ferramenta
segura em sua estrutura, as brechas exploradas
estão, principalmente, no comportamento das
vítimas e na facilidade com que criminosos
conseguem criar contas utilizando documentos
falsos.
O prejuízo
médio de R$
11 mil por
pessoa reforça
que as fraudes
não se limitam
a pequenos
golpes: muitas
vítimas
perdem
economias
inteiras em
uma única
transferência.
No caso de
Ribeirão Preto,
o cenário é diferente — não no tipo de golpe, mas na
forma como as informações são divulgadas. Existem
operações e casos expressivos, mas não há um
levantamento consolidado que permita medir o
problema com a mesma amplitude. Uma operação
da Polícia Federal, por exemplo, revelou um
esquema de fraudes bancárias e lavagem de
dinheiro que causou prejuízo superior a R$ 1,1
milhão.
Em outra ação, a polícia desmantelou um grupo que
criava sites falsos e atraía vítimas para pagamentos
antecipados via Pix, fraude que somou quase R$ 6
milhões. Há também relatos de vítimas individuais,
como o professor enganado por criminosos que se
passaram por funcionários de banco. Contudo,
esses fatos aparecem isoladamente, sem um
panorama geral que mostre quantos golpes
realmente ocorreram na cidade ao longo do ano.
Essa diferença entre as regiões não significa
necessariamente que Ribeirão Preto esteja sob risco
menor. Pelo contrário: a falta de dados unificados
pode indicar subnotificação ou ausência de um
sistema de agregação estatística tão estruturado
quanto o de Rio Preto.
Há assim um contraste importante: de um lado, uma
região com números claros, que permitem
dimensionar a gravidade e acompanhar a evolução
do problema; do outro, uma cidade com grande
população urbana e alta circulação financeira, mas
sem um retrato completo do impacto dos golpes.
A dinâmica criminosa é semelhante nos dois polos:
golpes de falsa central telefônica, links falsos
enviados por aplicativos, clonagem de perfis e
utilização de documentos adulterados para abertura
de contas. O que muda é a forma como esses dados
chegam ao público. Rio Preto vive uma crise
mensurável, com estatísticas robustas e um prejuízo
alarmante. Ribeirão Preto vive uma crise real, mas
descrita em fragmentos, o que dificulta entender a
profundidade do problema.
A comparação revela que a violência digital no
interior paulista não é uniforme, mas avança de
maneira constante. Se de um lado Rio Preto
concentra números chocantes e uma explosão de
vítimas documentadas, de outro Ribeirão Preto
mostra que, mesmo sem um levantamento completo,
o impacto financeiro dos golpes já ultrapassa
milhões de reais. A tendência, portanto, é que o tema
continue em crescimento nas duas regiões, exigindo
respostas mais rápidas das autoridades e maior
atenção dos usuários.
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