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TRIBUNAL DO JURI DE RIBEIRÃO PRETO
CONDENA VIÚVA PELA MORTE DO MARIDO
Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Agencuia Brasil/
Divulgação
Jaboticabal, 26 de novembro de 2025
O Tribunal do Júri
de Ribeirão Preto
condenou Ana
Cláudia Batista,
viúva do
empresário
Leandro Henrique
Batista, a 25 anos
de prisão pelo
assassinato do
marido em
fevereiro de 2018. Ela foi sentenciada por ter
mandado matar Leandro para ficar com o seguro de
vida dele, avaliado em R$ 725 mil.
O atirador, Éder da Silva Resende, que teria sido
contratado para executar o crime, também foi
condenado a 25 anos. Ambos haviam sido absolvidos
em um júri anterior, em 2022, mas foram julgados
novamente após recurso e o novo julgamento ocorreu
em novembro de 2025.
Leandro Henrique Batista foi morto com tiros no tórax
e na cabeça em frente a uma casa no Jardim Monte
Carlo, em Ribeirão Preto. Na época, a viúva disse
não saber o motivo do crime, alegando que o marido
teria saído para mostrar a casa a um possível
locatário. Investigações da polícia e do Ministério
Público apontaram que Ana Cláudia planejou a morte
de Leandro para receber a apólice do seguro de vida.
Segundo o MP, Éder receberia R$ 80 mil pelo
assassinato, mas o pagamento da apólice não foi
efetuado. Ana Cláudia foi presa preventivamente em
2019 e aguardava julgamento em liberdade até ser
condenada no novo júri. O crime chocou a cidade
pela frieza do planejamento e pelos desdobramentos
judiciais, com decisões envolvendo absolvição e
condenação posteriores.
O Tribunal de Justiça de São Paulo considerou que
os réus cometeram homicídio por motivo torpe e
mediante recurso que impossibilitou a defesa da
vítima, justificando as penas de 25 anos de reclusão
para ambos.