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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
ALTEMAR DUTRA, SEMPRE ROMÂNTICO Artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto internet divulgação Jaboticabal, 3 de junho de 2018 Altemar Dutra nasceu em Aimorés Minas Gerais em outubro de 1940 e fez uma carreira de sucesso, não só no Brasil como em toda América Latina e na comunidade latino- americana dos Estados Unidos. Altemar Dutra se destacou como cantor de boleros chegando a ser chamado o rei do Bolero no Brasil. Apesar de ter nascido em Minas Gerais, o início da sua carreira foi no Espírito Santo, onde sua família foi morar ainda quando ele era criança. O início foi na Rádio Difusora de Colatina onde cantou uma música de Francisco Alves.  Era um programa de calouros e Altemar Dutra, ficou várias vezes em primeiro lugar, com canções sempre de Francisco Alves.  Tinha 17 anos quando mudou para o Rio de Janeiro e levou consigo uma carta de apresentação do diretor da Rádio Difusora de Colatina, para o compositor Jair Amorim. Corria o ano de 1957 e Jair Amorim indica Altemar Dutra para crooner da boate Bacarat, nesta casa de shows Altemar Dutra se apresenta com Leny Andrade. Ainda nesta época que ele grava o seu primeiro compacto pela Tiger, um disco em 78 RPM, com a música Saudade Que Vem de Josemar Magalhães e Célio Ferreira, no lado B do disco a música Somente Uma Vez de Luiz   Mergulhão e Roberto Moreira. Já em 1963 junto com o Trio Irakitan e o cantor Joãozinho deste conjunto, Altemar Dutra vai para gravadora Odeon e ali grava seu primeiro LP com o título A Grande Revelação.  Entre as músicas que fizeram sucesso estavam Creio em Ti na versão de Osvaldo Santiago É Tudo Em Mim de Evaldo Gouveia e Jair Amorim  É com esta dupla que ele grava músicas que fizeram grande sucesso em sua carreira. No ano seguinte em 1964 grava Que Queres Tu De Mim; Somos Iguais e Serenata De Chuva. Mas é em 1965 que grava Sentimental Demais um LP cuja música que dá título ao disco, marcou sua carreira e é com esse LP ele se torna conhecido no Brasil inteiro. Altemar Dutra grava também Bom Dia Tristeza Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes e já em 1966 vende uma grande quantidade de LPS com o disco intitulado Sinto Que Te Amo onde consta a música Brigas. Altemar Dutra passa a ser conhecido como o rei do Bolero pelo gênero que marcou mais sua carreira.  É no ano de 1969 que sai o álbum trovador das Américas com músicas em castelhano para a comunidade latino americana nos Estados Unidos, onde passou a morar. Em 1971 volta a se apresentar no Brasil depois de sucessos como que será. Em 1973 sai da Odeon e vai para R C A Victor O último LP foi em 81 intitulado Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer com a música de Moacyr Franco e mais uma vez obtém um estrondoso sucesso. Altemar Dutra morre aos 43 anos de idade de um acidente vascular cerebral em Nova York depois de sentir-se mal durante um show na boate La Tanquera, em 9 de novembro de 1983. Mesmo depois de sua morte seus discos continuam sendo lançados em forma de coletâneas e sempre com sucesso.  Altemar Dutra de Oliveira foi casado com a cantora Marta Mendonça, e teve dois filhos, Deusa Dutra e Altemar Dutra Júnior, este também cantor. Altemar Dutra é um dos intérpretes mais conhecidos pelo grande público nas décadas de 1960 a 1970 e é um símbolo da música romântica brasileira, vendendo muitos discos e sempre se consolidando nas paradas de sucesso. Ao lado de Agnaldo Timóteo, Nelson Ned, Lindomar Castilho e Waldick Soriano é um dos maiores representantes da música romântica do Bolero no país, no estilo de cantar. Nós poderíamos falar que Altemar Dutra é um típico tenor com grande extensão vocal, voz Cristalina e afinada e de notável alcance. Altemar Dutra foi influenciado por cantores de algumas gerações anteriores a ele, como Francisco Alves e Vicente Celestino A difusão de sua carreira foi mais através do rádio, apesar de que desenvolve seus 20 anos de carreira em um período em que a televisão domina o país na difusão de músicas. Grande parte de seus sucessos é de autoria de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, que compõem especialmente para seu estilo de canto, com canções de andamento moderado, centrado em temáticas de amor, solidão e abandono, temas típicos da chamada música "dor de cotovelo". Sempre com acompanhamento de orquestras. O uso de violinos contribui para uma interpretação dramática das canções que interpreta. Dois discos onde esta temática é explorada são Sentimental Demais (1965) e O Romântico (1970).  O cantor também interpreta outros gêneros, como samba-canção, como Serra da Boa Esperança (LP Enamorado, 1974), de Lamartine Babo, que antes fez muito sucesso na voz de Francisco Alves em 1937; Risque (LP Amigos, 1976), de Ary Barroso; Carinhoso (1978), de Pixinguinha e João de Barro; e As Rosas Não Falam (1982), de Cartola. Grava ainda versões de músicas de sucesso do momento, como a valsa Bandolins (1980), de Osvaldo Montenegro, e Porto Solidão (1980), de Jessé; além de versões em bolero para canções do repertório da bossa nova como Eu Sei que Vou Te Amar (1965) e Copacabana (1976).
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