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HISTÓRIA, PODER E SOCIEDADE
Uma nova coluna no site e Jornal Crônica e Arte
Mentore Conti Mtb 0080415SP fotos EBC
ilustração Leo Byte
Jaboticabal, 12 de agosto de 2026
O Jornal Crônica
e Arte apresenta
História, Poder e
Sociedade, uma
nova proposta
editorial dedicada
à reflexão, à
análise histórica e
à compreensão dos processos que ajudaram a
formar a sociedade contemporânea. A coluna
nasce com a intenção de estabelecer uma ponte
entre a História e o presente, mostrando que
muitos dos acontecimentos, conflitos, ideias e
transformações que marcaram outras épocas
continuam, de diferentes maneiras, influenciando
o mundo em que vivemos.
A proposta parte de uma ideia fundamental:
compreender o presente exige conhecer o
passado. A História não é apenas uma sucessão
de datas, guerras, governos e personagens. É
também a trajetória das sociedades, das
instituições, das ideias e das relações humanas.
É nesse movimento que se formam os países, os
sistemas políticos, os costumes, os direitos, as
desigualdades e as diferentes formas de
organização social.
História, Poder e Sociedade pretende justamente
olhar para esses processos. A coluna não terá
como objetivo apenas recordar acontecimentos,
mas procurar compreender como eles
aconteceram, quais circunstâncias os produziram
e quais consequências deixaram para as
gerações seguintes.
Ao tratar da História, será inevitável tratar
também do poder. Desde as antigas civilizações
até os Estados modernos, a disputa pelo poder
esteve presente na organização das sociedades.
Reis, imperadores, governos, parlamentos,
militares, partidos, grupos econômicos e
movimentos populares participaram, em
diferentes momentos, dessa disputa.
Mas o poder não
está somente nas
instituições
políticas. Ele
também se
manifesta nas
relações
econômicas, na cultura, na educação, na
imprensa e nas próprias estruturas sociais. A
formação de uma sociedade acontece por meio
de inúmeras relações que ultrapassam os limites
dos governos e dos períodos eleitorais.
Por isso, a coluna pretende observar a política
dentro de um contexto histórico mais amplo.
Democracia, autoritarismo, liberalismo,
conservadorismo, socialismo, nacionalismo,
populismo e outras correntes políticas serão
analisados a partir de suas origens,
transformações e diferentes manifestações ao
longo do tempo.
Essa perspectiva é especialmente importante em
uma época na qual conceitos históricos
aparecem frequentemente reduzidos a rótulos
utilizados no debate cotidiano. Termos como
direita e esquerda, por exemplo, possuem uma
trajetória histórica muito mais complexa do que
aquela sugerida pelas disputas políticas
contemporâneas. Seus significados mudaram de
acordo com as circunstâncias históricas, os
países e as transformações sociais.
É justamente nesse campo que poderão surgir
análises como “A direita antes e depois de 1989:
da Guerra Fria ao caudilhismo latino-americano”.
Um tema como esse permite compreender que a
queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria
não representaram apenas uma mudança na
política internacional. Também produziram
transformações profundas nos discursos
políticos, nas relações econômicas e na maneira
como diferentes sociedades passaram a
interpretar o papel do Estado.
Na América Latina,
essas
transformações
encontraram uma
história própria. A
tradição política do
continente foi
marcada por
processos como o
personalismo, o
militarismo e o
caudilhismo,
fenômenos que
precisam ser
compreendidos
dentro das condições específicas de formação
dos Estados latino-americanos. Comparações
com experiências europeias podem ser úteis,
mas não devem apagar as diferenças históricas
existentes entre esses processos.
A mesma
preocupação estará
presente quando a
coluna abordar a
História brasileira. A
formação do Estado
nacional, o período
imperial, a Primeira
República, o coronelismo, o tenentismo, o Estado
Novo, o período militar, a redemocratização e a
Constituição de 1988 poderão ser analisados não
como acontecimentos isolados, mas como partes
de um longo processo de construção política e
social.
Entretanto, História,
Poder e Sociedade não
pretende limitar-se à
chamada grande História.
A formação de uma
sociedade também pode
ser encontrada na vida cotidiana. As mudanças
no trabalho, na educação, na família, nos
costumes, na cultura, na imprensa, nas cidades e
nos movimentos sociais ajudam igualmente a
explicar como uma comunidade se transforma.
Essa será uma das características da proposta
do Jornal Crônica e Arte: aproximar a História do
leitor, mostrando que ela não pertence apenas
aos livros acadêmicos ou aos arquivos. A História
também está presente nas ruas das cidades, nos
documentos públicos, nas fotografias antigas, nas
manifestações culturais, nas lembranças
familiares e nas experiências de diferentes
gerações.
Conhecer esse passado
não significa idealizá-lo.
Pelo contrário. Uma
análise histórica
responsável precisa
reconhecer conquistas,
mas também contradições,
injustiças, conflitos e
mecanismos de exclusão.
O passado não deve ser
transformado em objeto de
nostalgia nem utilizado
como uma coleção de
exemplos destinados a
confirmar opiniões já
estabelecidas.
A coluna buscará, portanto, trabalhar com uma
perspectiva de reflexão. Isso significa reconhecer
que acontecimentos históricos quase nunca
possuem uma única explicação. Existem
circunstâncias, interesses, personagens,
estruturas sociais e escolhas individuais que se
cruzam na formação de cada período.
Essa maneira de olhar para a História também
ajuda a compreender melhor a sociedade atual.
O passado não se repete exatamente da mesma
maneira, porque as circunstâncias históricas
mudam. Entretanto, determinados problemas,
comportamentos e mecanismos de poder podem
reaparecer sob novas formas.
É nesse ponto que a História se transforma em
instrumento de formação. Não para oferecer
respostas prontas, mas para estimular perguntas.
Como uma sociedade chegou até determinado
momento? Por que determinadas instituições
foram criadas? Como certos grupos conquistaram
poder? Por que algumas ideias ganharam força
enquanto outras desapareceram? Quais foram as
consequências das escolhas feitas em
determinado período?
Perguntas como essas ajudam a construir uma
compreensão mais madura da realidade.
O Jornal Crônica e Arte, ao apresentar História,
Poder e Sociedade, propõe, portanto, um espaço
de diálogo entre passado e presente. Uma coluna
destinada não apenas a quem já possui
conhecimento histórico, mas também ao leitor
interessado em compreender melhor as origens
das ideias, das instituições e dos conflitos que
fazem parte da vida social.
Será um espaço para revisitar personagens e
acontecimentos conhecidos, recuperar episódios
esquecidos, explicar conceitos políticos e sociais
e estabelecer relações entre diferentes períodos
históricos. Sempre procurando preservar uma
preocupação essencial: compreender antes de
julgar e contextualizar antes de comparar.
A História pode ajudar a sociedade a
compreender seus próprios caminhos. Ela mostra
que instituições são construídas, que ideias se
transformam, que poderes podem ser
questionados e que nenhuma realidade social é
necessariamente permanente.
Por isso, esta coluna nasce com uma proposta
que vai além da simples divulgação histórica.
História, Poder e Sociedade pretende ser um
espaço de reflexão sobre a formação social,
política e cultural do mundo contemporâneo.
A coluna também terá como referência uma
tradição ampla de autores que ajudaram a
interpretar a formação histórica, política e social
do Brasil e do Ocidente. Entre eles estarão
Rocha Pombo, Oliveira Lima, Francisco Adolfo de
Varnhagen, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de
Holanda e Oliveira Vianna, cada qual a partir de
suas perspectivas, métodos e interpretações
sobre a formação brasileira.
O diálogo não ficará restrito aos historiadores e
intérpretes nacionais: autores fundamentais do
pensamento político e cultural, como Nicolau
Maquiavel, Dante Alighieri e John Locke, também
poderão ser revisitados quando suas ideias
contribuírem para a compreensão de temas como
Estado, poder, liberdade, cidadania, organização
social, identidade nacional e comportamento
político.
A proposta não será simplesmente reproduzir
esses autores, mas colocá-los em diálogo,
confrontando interpretações diferentes e
procurando compreender como suas ideias
podem ajudar o leitor contemporâneo a
interpretar os processos históricos e sociais que
ainda influenciam a sociedade.
Uma proposta do Jornal Crônica e Arte para olhar
o passado sem nostalgia, analisar o presente
sem simplificações e pensar o futuro com a
consciência de que toda sociedade é resultado
de uma história.
Porque conhecer a História não significa viver no
passado. Significa compreender de onde viemos
para enxergar com mais clareza o tempo em que
estamos vivendo.
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