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O ADEUS AO 'MÃO SANTA': OSCAR
SCHMIDT E A IMORTALIDADE DE UM
GÊNIO DO BASQUETE
A partida de uma lenda e o legado de
uma trajetória inigualável
Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto
Portal Lupa1
Jaboticabal, 19 de abril de 2026
O basquete
brasileiro e
mundial se
despede de um
de seus maiores
ícones. Oscar
Daniel Bezerra
Schmidt, o lendário "Mão Santa", faleceu
nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, aos
68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). A
notícia, confirmada por sua assessoria,
abala o universo esportivo e ressoa como
um lembrete da finitude humana, mas
também da perenidade dos feitos que
transcendem a vida. Oscar, que já vinha
com a saúde debilitada após uma
cirurgia, não resistiu a um mal-estar e foi
levado ao Hospital Municipal Santa Ana,
onde veio a óbito. Recentemente, seu
filho, Felipe Schmidt, havia recebido uma
homenagem em nome do pai no Comitê
Olímpico Brasileiro
(COB), um sinal da
fragilidade que já
rondava o eterno
camisa 14.
Oscar Schmidt não foi
apenas um jogador; ele
foi um fenômeno, um
artista da bola laranja
que redefiniu o conceito
de cestinha. Sua
carreira, que se
estendeu por 26 anos, é um capítulo à
parte na história do esporte. Com
impressionantes 49.973 pontos, ele se
tornou o maior pontuador da história do
basquete mundial, um recorde que ecoa
a cada arremesso certeiro. Sua presença
em cinco edições dos Jogos Olímpicos,
de 1980 a 1996, o consagrou como o
maior cestinha olímpico, com 1.093
pontos, uma marca de longevidade e
excelência. No Brasil, defendeu clubes
como Palmeiras, Sírio (onde foi campeão
mundial em 1979), Flamengo,
Corinthians, Mackenzie e Bauru.
Internacionalmente, brilhou na Itália por
Caserta e Pavia, e na Espanha pelo
Valladolid, deixando sua marca em cada
quadra que pisou.
Mas foi em 1987, no Pan-Americano de
Indianápolis, que Oscar e a seleção
brasileira escreveram uma das páginas
mais gloriosas do basquete nacional,
conquistando a medalha de ouro contra a
então imbatível equipe dos Estados
Unidos em seu próprio território. Esse
feito, que desafiou todas as
probabilidades, é um testemunho de sua
liderança e talento inquestionáveis.
Reconhecido mundialmente, Oscar
Schmidt foi imortalizado nos Hall da
Fama do Basquete, tanto no Naismith
Memorial quanto no da FIBA, selando seu
lugar entre os maiores de todos os
tempos. Sua "Mão Santa" não era apenas
uma habilidade; era uma metáfora para a
paixão, a dedicação e a genialidade que
o tornaram um verdadeiro embaixador do
basquete, cujo legado continuará a
inspirar gerações.