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CORINTHIANS ANUNCIA PLANO PARA
SANEAR DEFICIT MILIONÁRIO DO CLUBE
Mentore Conti Mtb 0080415 SP ilustração Leo
Byte especial para o Cronica e Arte
Jaboticabal, 26 de novembro de 2025
O Corinthians
mergulhado em
deficit milionário,
vai reduzir
drasticamente as
verbas destinadas a
esportes olímpicos
e amadores do
clube social,
separando — a
partir de 2026 — os
recursos do futebol
dos recursos do
restante das modalidades. A decisão foi
anunciada pelo presidente Osmar Stábile como
parte de um plano para enfrentar a grave crise
financeira e evitar que o futebol sustente déficits
em outras áreas.
Nos últimos anos, o Corinthians acumula uma
dívida cada vez mais pesada: o balanço mais
recente aponta um passivo de cerca de R$ 2,7
bilhões.
Além disso, o clube projeta fechar 2025 com um
déficit de aproximadamente R$ 83 milhões.
Se considerarmos o desempenho recente, o
departamento de futebol — a principal fonte de
receitas do clube — em alguns momentos chegou
a gerar superávit. No primeiro bimestre de 2025,
por exemplo, o futebol apresentou lucro de R$
26,4 milhões.
Por outro lado, o chamado “clube social” —
responsável por modalidades olímpicas,
amadoras e também pela estrutura física/social
para sócios — carregava um descompasso
financeiro: déficit elevado e dependência das
receitas do futebol. (continue lendo após o
anúncio)
A estratégia de divisão de verbas
Diante desse cenário, Stábile optou por separar
definitivamente as receitas do futebol das finanças
do clube social. A partir de 2026, o dinheiro
arrecadado pelo time profissional não mais servirá
para bancar modalidades amadoras ou olímpicas.
Na prática os esportes terrestres do clube, cujos
custos somavam cerca de R$ 27 milhões por ano,
terão o orçamento reduzido para algo em torno de
R$ 12 milhões.
O “clube social” prevê arrecadar cerca de R$ 40
milhões em 2026 — desse total, metade serviria
para folha de pagamento e a outra metade para
sustentar os esportes. Ou seja, cerca de R$ 20
milhões disponíveis para as modalidades.
Stábile deixou claro: cada departamento (futsal,
basquete, etc.) terá que se virar com o orçamento
pré-definido — buscar patrocínios, renegociar
custos ou até mesmo encerrar atividades se não
houver viabilidade.
Impactos para modalidades e futuro incerto
Para algumas modalidades, a situação já se
mostra delicada. O departamento de basquete,
por exemplo, foi informado de que as atividades
podem ser “congeladas” em 2026 se não houver
recursos para manter a operação.
O futsal, tradicional força no clube, também
precisará readequar custos e depender de
patrocínios — ou corre o risco de paralisação.
Para modalidades menores, amadoras ou
olímpicas, o corte pode representar o fim de
atividades caso não consigam viabilizar receitas
externas. A autonomia imposta — embora
necessária do ponto de vista financeiro — impõe
pressões grandes para garantir patrocínios e
manter a estrutura.
Motivações e riscos da medida
Do ponto de vista da diretoria, separar verbas é
visto como passo essencial para garantir a
sustentabilidade do futebol — a máquina de gerar
receita e visibilidade do clube — sem que ele
fique sobrecarregado bancando déficits de outras
áreas.
No longo prazo, a medida pode permitir que as
modalidades sobrevivam de forma mais
independente — com patrocínios, sócios ou
outras fontes de receita — e tornem o clube como
um todo menos vulnerável a crises. Porém, há
riscos: modalidades tradicionais e historicamente
importantes do clube podem sofrer ou mesmo
desaparecer se o novo modelo não conseguir
atrair recursos externos.
Além disso, a mudança exige maturidade
institucional, transparência e planejamento de
captação — se faltar uma estratégia clara, o que
era para ser saneamento financeiro pode virar
enfraquecimento esportivo e social.
O que está em jogo para torcedores e sócios
Para quem torce ou participa do clube social, a
reestruturação traz apreensão: modalidades que
mantinham tradição — e, muitas vezes,
identidade com a torcida — poderão ter futuro
incerto.
A curto prazo, haverá diminuição de atividades,
cortes e até encerramentos de equipes. A
médio/longo prazo, tudo dependerá da
capacidade de reestruturação e da atração de
patrocinadores ou parceiros que se interessem
em manter viva a pluralidade esportiva do clube.
Para o futebol, a aposta é de que, com contas
mais equilibradas, o clube evite usar receitas do
time principal para cobrir déficits e consiga se
manter competitivo, esteja mais resiliente
financeiramente e preparado para renegociações
e reestruturações.