CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
CORINTHIANS ANUNCIA PLANO PARA SANEAR DEFICIT MILIONÁRIO DO CLUBE Mentore Conti Mtb 0080415 SP ilustração Leo Byte especial para o Cronica e Arte Jaboticabal, 26 de novembro de 2025 O Corinthians mergulhado em deficit milionário, vai reduzir drasticamente as verbas destinadas a esportes olímpicos e amadores do clube social, separando — a partir de 2026 — os recursos do futebol dos recursos do restante das modalidades. A decisão foi anunciada pelo presidente Osmar Stábile como parte de um plano para enfrentar a grave crise financeira e evitar que o futebol sustente déficits em outras áreas. Nos últimos anos, o Corinthians acumula uma dívida cada vez mais pesada: o balanço mais recente aponta um passivo de cerca de R$ 2,7 bilhões. Além disso, o clube projeta fechar 2025 com um déficit de aproximadamente R$ 83 milhões. Se considerarmos o desempenho recente, o departamento de futebol — a principal fonte de receitas do clube — em alguns momentos chegou a gerar superávit. No primeiro bimestre de 2025, por exemplo, o futebol apresentou lucro de R$ 26,4 milhões. Por outro lado, o chamado “clube social” — responsável por modalidades olímpicas, amadoras e também pela estrutura física/social para sócios — carregava um descompasso financeiro: déficit elevado e dependência das receitas do futebol. (continue lendo após o anúncio) A estratégia de divisão de verbas Diante desse cenário, Stábile optou por separar definitivamente as receitas do futebol das finanças do clube social. A partir de 2026, o dinheiro arrecadado pelo time profissional não mais servirá para bancar modalidades amadoras ou olímpicas. Na prática os esportes terrestres do clube, cujos custos somavam cerca de R$ 27 milhões por ano, terão o orçamento reduzido para algo em torno de R$ 12 milhões. O “clube social” prevê arrecadar cerca de R$ 40 milhões em 2026 — desse total, metade serviria para folha de pagamento e a outra metade para sustentar os esportes. Ou seja, cerca de R$ 20 milhões disponíveis para as modalidades. Stábile deixou claro: cada departamento (futsal, basquete, etc.) terá que se virar com o orçamento pré-definido — buscar patrocínios, renegociar custos ou até mesmo encerrar atividades se não houver viabilidade. Impactos para modalidades e futuro incerto Para algumas modalidades, a situação já se mostra delicada. O departamento de basquete, por exemplo, foi informado de que as atividades podem ser “congeladas” em 2026 se não houver recursos para manter a operação. O futsal, tradicional força no clube, também precisará readequar custos e depender de patrocínios — ou corre o risco de paralisação. Para modalidades menores, amadoras ou olímpicas, o corte pode representar o fim de atividades caso não consigam viabilizar receitas externas. A autonomia imposta — embora necessária do ponto de vista financeiro — impõe pressões grandes para garantir patrocínios e manter a estrutura. Motivações e riscos da medida Do ponto de vista da diretoria, separar verbas é visto como passo essencial para garantir a sustentabilidade do futebol — a máquina de gerar receita e visibilidade do clube — sem que ele fique sobrecarregado bancando déficits de outras áreas. No longo prazo, a medida pode permitir que as modalidades sobrevivam de forma mais independente — com patrocínios, sócios ou outras fontes de receita — e tornem o clube como um todo menos vulnerável a crises. Porém, há riscos: modalidades tradicionais e historicamente importantes do clube podem sofrer ou mesmo desaparecer se o novo modelo não conseguir atrair recursos externos. Além disso, a mudança exige maturidade institucional, transparência e planejamento de captação — se faltar uma estratégia clara, o que era para ser saneamento financeiro pode virar enfraquecimento esportivo e social. O que está em jogo para torcedores e sócios Para quem torce ou participa do clube social, a reestruturação traz apreensão: modalidades que mantinham tradição — e, muitas vezes, identidade com a torcida — poderão ter futuro incerto. A curto prazo, haverá diminuição de atividades, cortes e até encerramentos de equipes. A médio/longo prazo, tudo dependerá da capacidade de reestruturação e da atração de patrocinadores ou parceiros que se interessem em manter viva a pluralidade esportiva do clube. Para o futebol, a aposta é de que, com contas mais equilibradas, o clube evite usar receitas do time principal para cobrir déficits e consiga se manter competitivo, esteja mais resiliente financeiramente e preparado para renegociações e reestruturações.
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