CRONICA E ARTE CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869, 14882-010 Jaboticabal SP
MORRE LINDOMAR CASTILHOS COM UMA CARREIRA QUE FOI DO RMANTISMO À TRAGÉDIA. Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Agencia Brasil Divulgação Jaboticabal, 21 de dezembro de 2025 O cantor Lindomar Castilho morreu neste sábado, 20 de dezembro de 2025, aos 86 anos, encerrando uma trajetória marcada por grande popularidade na música romântica brasileira e por um dos episódios mais controversos da história artística do país. A morte foi confirmada por familiares. O artista enfrentava problemas de saúde nos últimos anos e vivia de forma reservada. Natural de Aparecida de Goiânia (GO), Lindomar Castilho construiu carreira sólida principalmente entre as décadas de 1970 e 1980, quando se tornou um dos cantores mais executados nas rádios brasileiras. Dono de voz grave e estilo dramático, ganhou projeção nacional com canções românticas de forte apelo popular, abordando temas como amor, sofrimento e desilusões afetivas. Músicas como “Você é Doida Demais”, “Chega de Sofrer” e “Eu Vou Rifando Meu Coração” venderam milhões de discos e consolidaram seu nome no mercado fonográfico. O auge da carreira veio nos anos 1980, período em que Lindomar figurava com frequência em programas de televisão, realizava shows lotados e mantinha uma base fiel de fãs, especialmente entre o público feminino. Seu estilo intenso e emocional o transformou em um dos principais representantes da música romântica popular da época. A trajetória artística, no entanto, foi abruptamente interrompida em 1981, quando Lindomar foi acusado de matar a esposa, a cantora Eliane de Grammont, em um crime ocorrido em São Paulo e que teve ampla repercussão nacional. Condenado pela Justiça, ele cumpriu pena em regime fechado e, posteriormente, obteve progressão de regime. O caso provocou forte impacto na opinião pública e marcou de forma definitiva sua imagem. Após deixar a prisão, Lindomar tentou retomar a carreira musical, mas nunca mais recuperou o espaço e a projeção que havia alcançado antes do crime. Embora ainda mantivesse admiradores e realizasse apresentações pontuais, sua presença no cenário artístico passou a ser discreta, sempre acompanhada pela lembrança do episódio que marcou sua vida pessoal e profissional. Com a morte de Lindomar Castilho, a música brasileira se despede de um artista que simboliza, ao mesmo tempo, o sucesso massivo da canção romântica popular e uma das biografias mais controversas do meio artístico nacional — marcada por hits inesquecíveis, queda abrupta e um legado que segue gerando debates.
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