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GINO PAOLI COMPOSITOR E CANTOR ITALIANO MORRE AOS 91 ANOS E DEIXA UM LEGADO IMPORTANTE NA MUSICA ITALIANA DA DECADA DE 1950 ATÉ HOJE Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto internet divulgação Jaboticabal, 29 de março de 2026 O cantor e compositor italiano Gino Paoli morreu no dia 24 de março de 2026, aos 91 anos, em sua casa na cidade de Gênova, após um breve período de internação. Ícone da música italiana do século XX, ele deixa uma obra marcada por lirismo, intimidade e forte influência na chamada canção de autor europeia. Autor de clássicos como Sapore di sale, Il cielo in una stanza e Senza fine, Paoli foi um dos principais nomes da chamada “escola genovesa”, movimento que transformou a música popular italiana a partir dos anos 1960. A morte de Gino Paoli encerra um capítulo fundamental da história da música italiana. Mais do que um cantor de sucessos, Paoli foi um arquiteto de sensações — um artista que soube traduzir o cotidiano em poesia musical, criando uma estética própria que atravessou gerações. Nascido em 1934, na cidade de Monfalcone, mas profundamente ligado a Gênova, Paoli emergiu no cenário musical no final dos anos 1950, ao lado de nomes que formariam a chamada “scuola genovese”. Esse movimento representou uma ruptura com a tradição mais operística da canção italiana, trazendo letras introspectivas, linguagem simples e forte carga emocional. É nesse contexto que surgem suas composições mais emblemáticas. Il cielo in una stanza, por exemplo, tornou-se um marco ao transformar um espaço íntimo em metáfora universal do amor. Já Sapore di sale capturou, com leveza e melancolia, o espírito de um verão italiano — talvez a síntese perfeita de sua capacidade de unir emoção e paisagem. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Paoli construiu uma obra profundamente autoral. Suas canções não buscavam o virtuosismo vocal, mas a verdade emocional. Sua interpretação era contida, quase falada, como se cada verso fosse uma confidência. Essa característica o aproximava mais de um poeta do que de um cantor convencional. Mas sua trajetória também foi marcada por sombras. Episódios pessoais difíceis, como crises emocionais nos anos 1960, contribuíram para a aura melancólica que permeia sua obra. Ainda assim, Paoli nunca deixou de produzir — reinventando-se ao longo das décadas e mantendo relevância mesmo em um cenário musical em constante transformação. Além da música, teve uma breve passagem pela política, eleito deputado na Itália entre 1987 e 1992, o que revela uma dimensão menos conhecida de sua atuação pública. A importância de Paoli não se mede apenas pelos sucessos que escreveu, mas pela mudança estética que ajudou a consolidar. Ele foi um dos responsáveis por colocar a palavra — o texto, a emoção — no centro da canção popular italiana. Sua obra abriu caminho para uma geração de compositores que entenderam a música como expressão íntima e não apenas espetáculo. Sua morte, aos 91 anos, representa mais do que a despedida de um artista: é o adeus a uma forma de compor e interpretar que privilegiava o silêncio, a pausa e o sentimento contido. Num mundo cada vez mais ruidoso, a delicadeza de Gino Paoli permanece como um contraponto necessário — e eterno.
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No final do artigo duas músicas de Gino Paoli e o album GINO PAOLI - AVERTI ADDOSSO
Sapore di Mare
La Gatta
album GINO PAOLI - AVERTI ADDOSSO
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