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AS MARCHINHAS DE CARNAVAL E A INDUSTRIA CULTURALUm artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto: Agencia Brasil(abaixo videos com varias marchinhas de carnaval)Jaboricabal, 12 de fevereiro de 2024Um baile pré-carnavalesco foi realizado neste último final de semana em Termas de Ibirá, próximo, próximo 39 quilômetros de a São José do Rio Preto SP. O evento ocorreu no Campestre Clube no sábado à noite.Agora que entramos em uma época de carnaval, devemos nos perguntar, onde estão as marchinhas de carnaval? Músicas que durante várias décadas, eram lançadas ano a ano, com um sucesso de público estrondoso, simplesmente foram abandonadas pelas gravadoras.É interessante lembrar que estas músicas que foram rotuladas, de politicamente incorretas, são apenas o fruto da espontaneidade do brasileiro.Nos dias de hoje se esquece que era através destas musicas que a arte brasileira driblava, ditaduras atrozes com a de Getúlio Vargas (simpatizante do Nazi-fascismo), para fazer uma crítica social por exemplo.Aqui nós temos que lembrar, que muitas vezes, este enquadramento de estilos musicais como errados, ou politicamente incorretos, existe apenas para favorecer, uma parte da indústria cultural, que quer lançar e fazer “emplacar” aristas de outro gênero musical.Sobre a indústria cultural, devemos lembrar que o consumismo, transforma elementos de uma cultura em um produto para a venda, alterando muitas vezes a cultura original, para criar um produto de massa. Neste processo, muitas vezes se coloca no ostracismo, ou se apaga totalmente, a cultura original (como aconteceu com o sertanejo atual derivado da musica caipira da região e Tiete SP. Para que artistas modernos do nordeste, tivessem espaço no cenário musical, (a partir da metade da década de 1980), foi necessário obscurecer compositores como Zé Kéti, Sinhô, Noel Rosa, Almirante (1908-1980) pseudônimo de Henrique Foreis Domingues.Cantoras como Marlene, Emilinha Borba, caíram no ostracismo e Aracy de Almeida teve que no fim da vida ser jurada de televisão e, graças ao Silvio Santos (outro autor de músicas Carnavalescas), ainda chegou a ser conhecida na década de 80.Claro que não vamos exigir que não se evolua na música, longe disto, mas esquecer todo um passado cultural, que o pais teve, é simplesmente mediocridade, quando a tendência é empobrecer o ritmo das músicas e a música em si. (a exemplo do funk que da década de 1960 para cá foi praticamente arruinado pela industria cultural). O Site Crônica e Arte, que dará continuidade neste tema, e por enquanto, deixa você ouvinte com um pouco da música, que o politicamente correto, tenta apagar.Na contramão deste processo, alguns artistas voltam a gravar antigos sucessos, como Zeca Pagodinho que gravou Noel Rosa por exemplo, mas isto fica para um outro momento. clique e ouça as músicas:
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Francisco Egydio / Jardineira
Aracy Costa /Favela Amarela
Francisco Alves - Confete
Emilinha Borba - programa Silvio Santos varias marchinhas