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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
EM VERSOS ÍNTIMOS Por Luzia Madalena Granato, Professora, Escritora e Psicóloga – com nota introdutória de Mentore Conti Mtb 0080415 SP  fotos EBC, Pexels (Kat Smith) Jaboticabal, 12 de novembro de 2022   Nota Introdutória Nesta Coluna sobre Augusto dos Anjos temos o prazer de apresentar ao leitor de Crônica e Arte, a Professora, Escritora e Psicóloga, Luzia Granato, que analisará poermas de Augusto dos Anjos. Luzia Granato nos oferece uma atualização do que o poeta há 100 anos escreveu sobre a ingratidão. A Escritora Luzia Granato é autora de 7 Livros, entre eles “Mulheres e Homens Diamantes” e o segundo “Pétalas que exalam Perfume” e esta preparando seu oitavo livro para edita-lo brevemente. Com relação ao poema que apresentamos agora “Versos íntimos”, foi escrito como toda a obra do autor, no período em que a ciência, se desenvolvia com as ideias de Charles Darwin e de Francis Galton, primo de Darwin e que baseado na ideia evolucionista, criou o Darwinismo social. A linha de Galton, criava a ideia de aprimorar a raça humana separando os homens que foram bem sucedidos e abandonando, descartando, os homens que não conseguiam nada e eram considerados inferiores. Neste período a Criminologia desenvolve as ideias de Cesar Lombroso, do homem delinquente. Dentro deste ambiente podemos entender, ou começar a entender o estilo de Augusto do Anjos. Leia abaixo o poema de Augusto dos Anjos, a análise da escritora Luzia Granato e a declamação do poema (no Final da página). VERSOS ÍNTIMOS Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!                                                        Pau d‘Arco, 1901 Em versos Íntimos Na análise da primeira estrofe, o autor Pau d Arco 1901, Descreve o que ficou imortal, atual e moderno, sempre será. Que ao morrer fim de todos, ninguém enxergou, sonhos, fantasias, utopias, Do ser em si, poético, Apenas a ingratidão. Sentimento da maioria, que ao não se sentir amados, de fato, e reconhecidos, por seus méritos; São ingratos. No segundo momento, descreve a lama, que vive entre feras. Real e fantástico ao descrever como todos usam máscaras, e olho de peroba. Alerta, para sobrevivermos ao mundo precisa-se ser fera. Recurso que todos nós temos ao puxarmos o nosso tapete. Ele fala da inveja um inexorável sentimento, no obscuro da mente humana, Continua dizendo, calma, acende seu cigarro e espera, O destino de todos o espera, Ao citar o beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é mesma que apedreja. Reforça que devemos estar atentos ao ser humano, será um ser em evolução? Ou continua em construção e desconstrução por seus caprichos de ego? A lei do talião. Olho por olho? ou sermos sinceros? Nos afastarmos de pessoas tóxicas. Discursa brevemente; Se alguém te causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra essa boca que te beija! Como professora e psicóloga, nem sempre o que “te fere é o que cura” De Carl Gustav Jung? Penso que tudo tem limite, “A Boca fala o que o coração está cheio”. Matheus. Na educação cristã cabe perdoarmos 70x70 todo dia. Sim, mas não conviver. Para não adoecermos mais. A resposta cabe ao leitor. Luzia Madalena Granato, Escritora, Psicóloga e Professora. versos íntimos
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