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AUGUSTO DOS ANJOS E SEU POEMA “PSICOLOGIA DE UM VENCIDO” Artigo inicial por Mentore Conti Mtb 0080415 SP fotos Site Pexels Jaboticabal, 28 de março de 2025 Augusto dos Anjos, foi sem duvida uma pedra angular na poesia brasileira, mesmo tendo falecido desafortunadamente aos trinta anos, de uma pneumonia, em uma época em que a medicina não contava ainda com a penicilina, ou outro remédio que ajudasse a combater a pneumonia. Um poeta exempla, mas que em sua época não foi muito considerado. A poesia que trazemos hoje é “ Psicologia de um vencido”, onde o poeta, trabalha com os sentimentos do ser humano frente as adversidades de uma vida inteira. Na contramão de um mundo que ter a felicidade a todo custo, nem que para isto se pise em quem ama, ou xse destruam famílias, o poeta em seu livro “EU”, mostra toda a maldade e angustias a que estamos sujeitos neste mundo. Neste ponto em sua obra ele retrata o ser humano como se fosse a fugura biblçica de jó? Seja como for é um autor imperdível, principalmente para quem analisa a sociedade e o ser humano nos dias de hoje. Na análise da obra de Augusto dos anjos devemos considerar o que nos escreveu a autora e professora Lúcia Helena, em sua obra A Cosmogonia de Augusto dos Anjos editada pela Edições Tempo Brasileiro Ltda, Rio de janeiro edição de 1977, Pág. 57, onde ela nos diz o seguinte: “finalmente dizer que o eu é um lugar do acontecimento existencial consiste em propormos, que, nele como obra de arte literária que se opera o desrealizar do manejo utilitário do sistema de signos linguísticos: eu não é apenas uma estrutura formalmente constituída. Se o poema se objetiva como estrutura de língua e discurso, é porque a obra de arte literária dialoga com o próprio modo de ser da existência. O ser literário de uma obra de arte literária não será, por esta razão, nem uma estrutura nem um depoimento: enquanto obra poética a obra se inutiliza como objeto e o homem como sujeito. O eu como o lugar em que se manifesta, com plenitude, o dizer da linguagem poética, e o máximo de silêncio e o máximo de voz”. o Em outra oportunidade, faremos mais análises de uma obra densa, como a que temos em Augusto dos Anjos. Abaixo o testo do poema e na sequencia a declamação por Mentore Conti (depois do texto do poema a declamação do mesmo por Mentore Conti) PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme -- este operário das ruínas -- Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra!
Augusto dos Anjos
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