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VACINAR É AMAR: 24 DE OUTUBRO, DIA MUNDIAL DE
COMBATE À PÓLIO
Por André Luiz da Silva - jornalista e advogado (biografia no
final do artigo)
Riebeirão Preto, 18 de outubro de 2026
Imagine mil crianças
paralisadas por dia. Não é
ficção: era essa a realidade
na década de 1980, quando a
poliomielite, também
conhecida como paralisia
infantil ou pólio, somava mais
de 350 mil casos por ano em
mais de 125 países. Hoje, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 10 e
20 milhões de sobreviventes da doença vivam no mundo, a
grande maioria com algum grau de paralisia irreversível.
A pólio é uma doença infecciosa grave, transmitida de
pessoa para pessoa, principalmente por água e alimentos
contaminados. O vírus pode atingir o sistema nervoso,
causar paralisia e até levar à morte, especialmente em
crianças menores de cinco anos.
Em 1988, o Rotary uniu-se à OMS e lançou a Iniciativa
Global de Erradicação da Poliomielite. Desde então,
rotarianos de todo o planeta mobilizam campanhas de
arrecadação de fundos e de conscientização, além de
garantir vacinas, insumos, logística e recursos financeiros
aos países que mais precisam.
O resultado está à vista: hoje, os registros da doença se
concentram no Afeganistão e no Paquistão.
Para as novas gerações, a pólio parece coisa do passado,
porque poucos conheceram alguém marcado por ela. Isso só
é possível porque a vacinação funcionou e protegeu milhões
de crianças.
Eu conheci essas pessoas. Convivi
com amigos, vizinhos e colegas de
escola e de trabalho que carregaram a
doença no corpo, e vi o peso que ela
impõe às famílias, às vidas individuais
e à economia dos países. Posso
testemunhar: é uma dor que ninguém
deveria viver de novo.
O Brasil tem um Plano Nacional de
Imunização (PNI) que é referência
mundial. E a estratégia mudou: se
antes havia datas específicas, agora
todo dia é dia de vacinar e prevenir.
A partir de 3 de agosto deste ano, o Calendário Nacional de
Vacinação ganhou uma atualização importante: a segunda
dose de reforço da vacina inativada poliomielite (VIP), para
crianças de 4 anos.
O esquema segue exclusivamente com a VIP, fortalecendo a
proteção das crianças e ajudando o Brasil a continuar livre
da circulação do poliovírus. O esquema de rotina agora é
este: três doses da VIP,
aos 2, 4 e 6 meses de
idade; um primeiro reforço,
aos 15 meses; um segundo
reforço, aos 4 anos.
Crianças menores de cinco
anos com esquema
incompleto devem ter a
situação avaliada e
atualizada conforme os
esquemas de resgate.
Neste ano, os rotarianos
seguem inspirados pelo
lema do presidente do
Rotary International,
Olahinka Babalola: “Crie Impacto Duradouro”. E não existe
impacto maior e mais duradouro do que garantir a proteção,
a saúde e a segurança de uma criança.
Em todo o mundo, rotarianos caminham ao lado de
profissionais de saúde e voluntários da sociedade civil na
luta contra as doenças, o negacionismo e a desinformação.
Porque, infelizmente, as notícias falsas também chegam à
saúde e colocam vidas em risco.
Confira hoje a carteira de vacinação dos seus filhos, da sua
família e a sua. Se faltar uma dose, procure uma unidade de
saúde. Compartilhe informação confiável e ajude a calar a
desinformação.
Durante todo o ano, e especialmente em outubro, vamos
colocar nossos recursos em campo para atingir a audaciosa
meta de erradicar a pólio do mundo. Junte-se a nós. Cada
criança protegida é uma vitória de todos.
André Luiz da Silva Servidor municipal,
advogado e radialista. Presidente da
Academia Brasileira Rotária de Letras –
Distrito 4.540. Titular da cadeira nº 6 da
Academia de Letras e Artes de Ribeirão
Preto, vice-presidente da União dos
Escritores Independentes e da Ordem dos Jornalistas da
Região de Ribeirão Preto.