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A GUERRA NA EUROPA E O ERRO ESTRATÉGICO DOS ESTADOS
UNIDOS.
Um artigo de Mentore Conti, Mtb 0080415 SP fotos Agencia Brasil/
dominio público
Jaboticabal, 6 de março de 2025
Vimos essa semana, começo
de março, o grande erro que
os norte-americanos estão
cometendo, mais uma vez
quando se trata de estratégia
de guerra, ou seja, o erro de
acreditar que a guerra entre
Rússia e Ucrânia, não se
alastrará, se ele não se
preparar para combater
ferozmente a Rússia que invadiu a Ucrânia.
Este erro já foi cometido pela Europa e os Estados Unidos, entre 1938
e 1939, quando, buscando a paz a todo custo, Inglaterra, França e
inclusive os Estados Unidos, faziam concessões a Hitler, com tanto
que se preservasse a paz e se evitasse a repetição da primeira guerra
mundial (na época o perigo vinha da Alemanha, hoje o grande risco
para a Europa, é a Rússia governada por Putin).
Na época deixaram com que Hitler anexasse a Áustria e em um
acordo onde participaram ingleses, franceses e italianos, autorizaram
que Hitler invadisse parte da Tchecoslováquia, com tanto que ele não
invadisse o restante da Europa.
Segundo uma linha de pesquisa histórica na Europa, foram estas
concessões que também animaram Hitler a não parar nas primeiras
ocupações que fez na Áustria e Tchecoslováquia.
O detalhe é que na época esta reunião foi entre os primeiros-ministros
da Inglaterra, França, Itália e a Alemanha e excluíram então qualquer
representante da Tchecoslováquia, ou seja, como queria fazer Trump
atual presidente americano em relação ao acordo de paz sem nenhum
representante da Ucrânia.
Na época ainda, quando
Charlie Chaplin criticou o
Hitler no filme O Grande
Ditador ridicularizando no
filme, Adolf Hitler, o governo
norte-americano ficou furioso
com Chaplin, porque isso
destruiria os negócios entre
Estados Unidos e Alemanha.
Na época Hitler era tratado
por franceses, ingleses e os
aliados, como o senhor Hitler, o grande artista plástico, que além de
artista, também governava a Alemanha. Então hoje quando naquele
encontro entre Trump e o presidente da Ucrânia vimos aquela
grosseria toda (grosseria que lembra Hitler em algunas reuniões),
dizendo que o governante ucraniano queria a terceira guerra mundial
por isso eles estavam bravos com ele, isso nada mais foi do que a
repetição do erro, cometido entre 1938 e 1939.
Como já dissemos aqui no
Jornal Crônica e Arte, o único
que levantou a voz, contra
Hitler foi o Papa Pio XII mas
não foi ouvido.
Acompanhando as notícias
pela imprensa italiana, além
de outros veículos de
imprensa, tenho visto que a
Europa, desta vez ciente do
erro que tinha cometido há 80
anos, agora se rearma e se prepara para a guerra.
De fato e, infelizmente não há outro caminho. O próprio Nicolau
Maquiavel, em seu livro o Príncipe é bem claro quando escreve “a
guerra não se evita só se prorroga em prejuízo próprio” (lamentável os
EUA se esquecerem deste trecho do livro de Maquiavel.
Já há sinais segundo relatos europeus
que o premier Russo invadiria
territórios europeus além da Ucrânia,
como fez invadindo a Ucrânia depois
de invadir a Crimeia, com a desculpa
de que aquele era um território Russo
(a mesma desculpa de Hitler em
relação a Tchecoslováquia. E nós
vimos que foi feito uma trégua, depois
da invasão da Crimeia e, depois da
trégua a Rússia se refez e invadiu a
Ucrânia.
Sim meu caro leitor, foi a Rússia que
invadiu a Ucrânia e agora ou a Europa
se prepara bem se arma, ou a Rússia
não cessará os ataques, se
contentando apenas em invadir o seu
antigo aliado, a Ucrânia, que aliás é a
primeira Rússia, que nós lembrarmos
na história, pois foi de Kiev e da
Ucrânia que a Rússia surgiu.
Os europeus já contam com valor para
guerra maior do que a própria que
você tem e já pensam em um exército europeu e ataques por terra e
ar , e por mais que seja doloroso admitir, este é o caminho que se
deve traçar. Se o norte-americano realmente quer a paz, ele deveria
ancorar porta-aviões no canal da mancha, na Sicília- Itália, próximo da
Inglaterra e da Espanha, para em caso de eventualidade não ser pego
de surpresa como em 1939.
Tanto que depois dessa movimentação Europeia a Rússia já deu
sinais de querer a paz mas mesmo com esses sinais, a Europa deve
estar preparadíssima para a guerra na linha do que fala Nicolau
Maquiavel como eu citei acima.
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